quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

A Teoria Alucinada de Albert Porta (1919): Manchas Solares, Planetas Alinhados e o Fim do Mundo que Nunca Veio

Em 1919, enquanto a ciência tentava se organizar de forma minimamente séria depois do esculacho humanitário que foi a I Guerra Mundial, o professor de engenharia civil e meteorologista Albert Porta resolveu fazer o oposto. Criou uma teoria surtada que misturava manchas solares, alinhamento de planetas, uma lança misteriosa e a previsão de um terremoto global apocalíptico. Tudo isso sem provas, sem método e sem vergonha.

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Segundo Porta, o Sol estaria enviando sinais do fim por meio das manchas solares. Esses sinais coincidiriam com um alinhamento envolvendo Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter e Saturno, e Urano na outra ponta do Sol resolveram brincar de de cabo de guerra  desencadeando um evento que supostamente ativaria forças internas do planeta: um terremoto pra derrubar tudo. O toque final da insanidade vinha com uma “lança cósmica” (A Lança de Longinus do Evangelion?) tratada como se fosse um interruptor capaz de ligar o modo destruição total da Terra.

A teoria não respeitava astronomia, geologia, física nem lógica básica. Era uma gororoba disfarçada de ciência, onde qualquer fenômeno servia como desculpa para anunciar o fim do mundo. Como toda profecia apocalíptica mal formulada, nada aconteceu. O alinhamento passou, o Sol continuou fazendo o que sempre fez e o planeta seguiu inteiro.

O legado de Albert Porta não foi uma descoberta revolucionária, mas um excelente exemplo de como imaginação sem critério vira pseudociência e o monopólio da informação (informação centralizada). Seu “fim do mundo” fracassou, mas a teoria ficou como registro histórico de uma época em que falar besteira com convicção já parecia suficiente. Mas não parou por aí porque a humanidade tem paixão por cair em arapucas. Vamos falar desses outros surtos coletivos escatológicos na história.

Porta acreditava que as manchas solares eram sinais diretos de um colapso iminente. Segundo ele, uma misteriosa lança funcionaria como um “gatilho cósmico”, conectando a atividade do Sol às forças internas da Terra. O resultado dessa combinação absurda seria um terremoto global capaz de causar o fim do mundo. Nada aconteceu, exceto a comprovação de que imaginação sem método não é ciência.

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