sexta-feira, 5 de junho de 2026
Propagandas Honestíssimas #1 - O Biscoito Recheado de Chocolate
quarta-feira, 13 de maio de 2026
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Nesquik - A Queda: Caramelo Sumiu e Morango Virou Açúcar Rosa
Continuando a série de falar sobre produtos alimentícios, hoje vamos traçar a trajetória de um produto que adoçava as manhãs da garotada: o Nesquik. E houve uma época em que o coelho resolveu ousar.
Sim, ousar de verdade, não esse “nova fórmula levemente diferente” que dura 3 meses. E daí veio o Nesquik Caramelo, a verdadeira delícia gelada.
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| O cheiro disso era uma coisa fora de série! |
🍮 Nesquik Caramelo (final dos anos 90 / começo dos 2000)
Ele existiu.
E não era delírio coletivo.
Um achocolatado que decidiu sair do chocolate/morango e foi direto pro caramelo, como se alguém tivesse deixado um pudim cair dentro do leite.
Simplesmente delicioso bem gelado.
Mas tudo que é bom dura pouco. Porque o brasileiro médio olha pra algo fora do padrão e manda:
“Cadê o chocolate disso aqui?”
Resultado: sumiu sem despedida. A Nestlé alegou às baixas vendas e foco no sabor morango, que é o seu carro chefe.
Provavelmente enterrado junto com várias outras ideias boas que não sobreviveram ao mercado.
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| O Trio Ternura dos anos 90/2000. |
🍓 Nesquik Morango A decadência em pó
Agora vamos ao sobrevivente… ou quase isso.
O Nesquik de morango ainda existe, tecnicamente.
Mas em algum ponto da linha do tempo ele deixou de ser “sabor morango” e virou:
açúcar cor-de-rosa com leves traços de nostalgia
Você coloca no leite e o gosto é tipo:
- 90% doce
- 9% memória afetiva
- 1% morango tentando sobreviver
É como se o produto tivesse desistido de fingir que era fruta e abraçado o caos.
🧠 Teoria (não tão teoria assim)
O que aconteceu aqui é simples:
- O caramelo morreu porque era diferente demais
- O morango sobreviveu, mas foi domesticado até virar açúcar com corante
Ou seja:
👉 o mercado não rejeita o produto, ele vai colocando downgrade até o momento que o povo percebe. Se não perceber, segura que vai ficar pior.
🥛 Conclusão
O Nesquik já tentou inovar.
Hoje ele só tenta não assustar ninguém.
E no fim das contas, a lição é clara:
Se o sabor for diferente, ele some.
Se for popular, ele é diluído até virar lembrança.
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Cremogema e a Zona dos Mascotes: Quando o Mingau virou Zoológico (e Depois Fingiu que Nada Aconteceu)
A Cremogema não virou um clássico apesar do marketing virou apesar das decisões de marketing. O que era só um mingau virou, ao longo dos anos, um zoológico doidaço de mascotes que surgiram, sumiram e foram substituídos sem explicação alguma. Este texto é o registro oficial desse surto embalado em caixa de papelão.
A Cremogema começou simples, quase humilde demais para o caos que viria depois.
🟡 Anos 70/80 - A era da sobriedade
No começo, nada de mascote.
Nada de animal simpático.
Nada de marketing infantil psicodélico.
Era só um prato com mingau, olhando pra você como quem diz:
“É isso. Come e não enche.”
Design fechado, sério, quase soviético. Um produto que parecia mais um alimento funcional do que algo que uma criança iria implorar e fazer showzinho no mercado.
🟣 Anos 90 / 2000 - O surto coletivo
Aí alguém no marketing pensou:
“E se… o mingau tivesse personalidade?”
E pronto. Junte isso ao fato que os anos 90 foram a década mais sem limites de todos os tempos.
Aí a Cremogema entrou oficialmente na fase zoológico antropomorfizado. Infelizmente há poucas imagens das embalagens disponíveis na internet, aqui é na base da memória.
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| Embalagem da Cremogema Tradicional dos Anos 1990. |
🌽 Milho Verde: O Espantalho
Até que faz sentido.
Milho → fazenda → espantalho.
Um raro momento de lucidez no delírio. O espantalho mais parecia um filho do mascote do Fandangos com a Emília do Sítio do Pica-pau Amarelo.
🍓 Morango: O Coelho
Coelho, morango, infância... tudo alinhado. Esse sabor era o meu favorito e acho que de centenas de outras crianças na época.
Por um breve momento, a Cremogema parecia saber exatamente o que estava fazendo (mas veja o que ela fará mais para frente).
🍫 Chocolate: A Vaca
Uma vaca gordinha e marrom.
Meio óbvio para um produto de chocolate.
Ninguém sabe explicar, todo mundo aceitou e muitos dizem que era o melhor sabor.
🟡 Tradicional: O Urso
O sabor tradicional ganha um urso, símbolo universal de conforto, infância e “esse produto nunca vai sair de linha”.
Até hoje ele sobrevive. O verdadeiro Highlander da Cremogema. Ele passou por várias modificações durante as décadas de 1990 - 2000.
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| Versão Anos 2000 |
🔵 Anos 2010 - As edições limitadas e o marketing experimental
Aqui a coisa começa a ficar caótica de verdade. Inclusive nessa época houveram vários crossovers insólitos: Era do Gelo, Disney, Cocoricó estamparam os sabores do mingau. Vamos nos abster a falar desses, vamos focar nos animais exclusivos da Cremogema, que foram:
🌙 Hora do Sono - A Ovelha
Porque nada diz “durma bem” como um mingau com branding de ASMR infantil.
Ovelha, contar carneirinhos, bocejo, noite... tudo muito conceitual. Um sossega-leão júnior.
🌾🍯 Aveia e Mel - A Esquila Marrom
Um esquilo fêmea.
Marrom.
E, aparentemente, a segunda mascote feminina da linha (ignorando o arco Disney/Cocoricó), finalmente chegando pra fazer companhia à Vaca do chocolate: porque até no mingau alguém precisava colocar as fofocas em dia.
🌽 Canjica - O retorno do Espantalho
Sim, ele voltou apelando para o regionalismo.
Porque mascote aposentado nunca morre só espera uma edição limitada.
🍌 Vitamina de Frutas / Banana → Macaco
Sim, existiu este sabor lá pelos anos 2000 e somente quem já está com a coluna reclamando irá lembrar. A vitamina de frutas some misteriosamente (provavelmente sequestrada) e surge o sabor banana, com um macaco, porque criatividade é isso: fruta → animal óbvio.

A boca do macaco parece mais um bico de pato.
🥕🥔 Legumes (salgado): A Batata e a Cenoura
Sim, existiu este sabor lá pelos anos 2000 e somente quem já está com a coluna reclamando irá lembrar. A vitamina de frutas some misteriosamente (provavelmente sequestrada) e surge o sabor banana, com um macaco, porque criatividade é isso: fruta → animal óbvio.
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| A boca do macaco parece mais um bico de pato. |
Sim, teve versão salgada.
Sim, com legumes.
E os mascotes?
Uma batata e uma cenoura.
Sem animal, sem metáfora. Só dois vegetais olhando pra você como quem diz:
“É isso aí. Hoje o mingau desistiu de ser sobremesa.”
Um raro momento em que a Cremogema abandonou o zoológico e foi direto pro hortifruti. Provavelmente o ato mais honesto de toda a linha.
🔴 E o morango? O maior crime dessa história
Aqui mora a treta.
O morango tinha um coelho.
Clássico. Funcional. Aceitável.
Aí alguém decidiu que não era mais suficiente.
💥 Coelho removido.
💥 Entra um esquilo rosa.
UM. ESQUILO. ROSA.
Não explica o morango.
Não explica a cor.
Não explica a troca.
Só acontece.
E nós aceitamos porque já estamos ficando velhos e desistimos de entender.
🔁A Repaginada
📊 O quadro atual (o que sobrou depois do surto de 2010)
Depois de décadas de mascotes entrando e saindo como se fosse reality show:
✔️ Tradicional: Urso (imortal)
✔️ Chocolate: Vaca (repaginada porém resistente)
✔️ Morango: Esquilo rosa (ninguém pediu, mas ficou)
Todo o resto virou lembrança nebulosa, edição limitada ou delírio coletivo de quem cresceu vendo bichos em embalagem no café da manhã.
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| Ele continua firme e forte. |
🥣 Conclusão
A Cremogema tentou:
-
ser séria
-
ser divertida
-
ser conceitual
-
ser calmante
-
ser zoológico
ser hortifruti
fazer crossovers
No fim, ficou com três mascotes sobreviventes e um monte de personagens abandonados no limbo do marketing alimentar brasileiro.
É quase um filme épico. E você aí, achando que só estava tomando mingau...
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
KI-SUCO COOLÁIDRAÇO
Ki-Suco Cooláidraço o single do verão.
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| Ki-Suco Pererê |
Ki-Suco na jarra, vermelho radioativo,
mistura com água e já vira combustível.
Nutricionista chora, dentista faz oração,
porque esse pózinho tem pacto com o capeta e o verão.
OH YEAH! grita a jarra quando bate no copo,
Ki-Suco entra rasgando igual Kool-Aid psicótico.
Não pergunta se quer, não pede licença,
é açúcar com corante e zero de consciência.
Ki-Suco sabor “não sei o quê”, mas eu confio,
parece morango, parece uva, parece um desafio.
Um gole e a língua já muda de cor,
parece que lambi um marcador fluorescente do terror.
Direto da quebrada pro copo americano,
Ki-Suco é o drink oficial do brasileiro insano.
Sem álcool, sem gelo, sem frescura gourmet,
só pó, água da torneira e fé.
Snoop Dogg narrando: “slow down, meu parceiro”
enquanto o Ki-Suco derrete o esmalte do banheiro.
É doce demais, é errado demais,
mas quem nunca tomou isso não viveu os anos 90 em paz.
entra no organismo e faz fumaça.
É refresco? É veneno? É arte contemporânea?
É só mais um erro bonito da indústria alimentícia brasileira.
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| Edição limitada THE MIX |
Ouça aqui:
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