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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Tarde das Laranjas Assassinas

Introdução 

Tarde das Laranjas Assassinas é a expansão do universo das Laranjas Assassinas, que começou com a webcomic Noite das Laranjas Assassinas e continuou com o Dia das Laranjas Assassinas. Resolvi continuar em escrito porque eu ainda tinha muitas ideias e por enquanto não tô tendo paciência para desenhar detalhe por detalhe no paint. Na verdade ainda tenho, mas este projeto por enquanto está em último plano.

 


 Prelúdio

A cidade já havia experimentado pequenos episódios de caos em uma feira. Muitos achavam que eram casos isolados, mas poucos se deram conta que o perigo germinou e agora renderia frutos.


Parte 1

Fazia calor naquela tarde de verão nos Estados Unidos do Brazil.

A cidade ainda se recuperava do caos. Na feira, uma porradaria generalizada havia acontecido há alguns meses. Um pouco antes, um distúrbio em um manicômio Antes disso, houve ataques mortais e explosões transmitidos pela televisão, pessoas dadas como desaparecidas e encontradas mutiladas.

Mas muita gente passava despercebida por aqueles acontecimentos, viviam de forma normal, por cima de todo aquele pandemônio.

Uma delas, é Gerson Surubim. Gerson caminhava na feira, como sempre fazia e comprou vários legumes. Encontrou um cesto de laranjas em um canto, olhou para um lado, olhou para outro... Pensou em deixá-las, mas pareciam tão brilhantes e suculentas e, de forma sorrateira, levou-as para casa.

Aquela feira era a mesma que ele ouviu anteriormente nos jornais, onde laranjas tinham ganhado vida. Para ele, era tudo boato. No caminho de volta para casa, pensou ter ouvido alguma coisa abafada dentro do cesto, mas continuou a caminhar.

Mal sabia ele que estava carregando sua própria desgraça.
Ao chegar no seu prédio, rapidamente as colocou na geladeira. Aquelas laranjas endemoniadas adormeceram pelo frio e ficaram assim por um bom tempo, adormecidas.
 

Passadas algumas horas, já anoitecendo, Gerson pega as laranjas e as descasca. Momentaneamente, ele consegue partir todas as laranjas e saboreá-las como se fossem simples frutas, descobrindo sem querer, o seu ponto fraco. Mas o destino agiu de forma desgraçada: a última laranja do cesto ao ser chupada, no seu último gomo, guardava uma semente, que engasgou o pobre homem, sufocando-o até a morte.


O corpo permaneceu ali por alguns dias, mas a morte também trouxe a vida. Uma semente começara a germinar, suas raízes tomaram o lugar dos nervos do defunto e o cérebro tornou-se uma sanguinária laranja assassina zumbi!

Aquele prédio veria uma tarde de terror. A tarde da laranja zumbi assassina.





Parte 2

Aos poucos, começa a cair a noite, um abafado anunciava uma tempestade se aproximando a qualquer momento.

Jessica descansava no seu apartamento olhando o céu pela janela quando ouviu uma batida na porta, quem poderia ser? Não esperava nenhuma visita. Alguém da vizinhança, talvez… Não. O único parecia ter viajado, não o tinha visto por algum tempo.

Decidiu não atender, ficou mais alguns minutos parada, ouvindo.

O barulho foi repetido mais uma vez. Depois duas, três. Cada vez mais forte. Alguém parecia estar forçando a porta. Um grito quis sair da sua garganta, mas ficou preso. A única ação que teve foi correr para o interfone da cozinha e chamar a segurança, mas antes disso, a porta cai ao chão, com um estrondo e atônita, Jéssica vê pela porta uma cena

Nunca, em nenhum filme havia lhe mostrado aquela coisa infernal. A pele amarronzada, parecia madeira, a face arredondada saltavam dois olhos vermelhos e dentes afiados. A cabeça redonda parecia um laranja e no seu topo crescia um pequeno galho com duas folhas.

Aquela coisa se aproximava de forma arrastada, como um bêbado manco. Jéssica não tinha palavras nem forças para se mover. O monstro veio se aproximando com seus passos trôpegos e antes que pudesse se levantar, as suas mãos com dedos secos galhos aperta o pescoço da moça. Fez um pedido de socorro sufocado enquanto suas mãos lutavam para sair da forca.

Um grito se deu quando seus olhos são perfurados com os polegares do zumbi. Por fim, uma grande mordida no pescoço acaba por selar o triste fim da jovem, agora morta em uma imensa poça de sangue.

Depois disso, fez-se um silêncio naquele andar. O outro apartamento era de um casal de idosos. Ninguém ouviu suas súplicas. O zumbi começava a descer as escadas. Lá fora, um relâmpago anunciava uma tempestade chegando.



Parte 3

O vento soprou forte, a tempestade chegou. Os raios dançavam no céu. Um deles cai em uma subestação, causando um blackout em vários bairros da cidade. Um deles era o prédio onde o zumbi caminhava, descendo mais um andar totalmente protegido pela escuridão.

A chuva batia forte na janela enquanto Pedro enchia um copo com vodka. Deu por falta do morador que sempre lhe cobrava uma dívida antiga, mas que incrivelmente havia desaparecido por alguns dias.

Entrou tão bêbado que não havia fechado a porta. Ligou a televisão e quase adormecia. Ouviu um som abafado vindo do lado de fora, mas estava tão fora de si que deixou a porta abrir. Ao brilho dos relâmpagos viu uma sombra pairar na entrada da casa, só era forma humana, mas os grandes olhos vermelhos pareciam brilhar no escuro; os dentes brancos, afiados se mostravam brilhantes.

Seria uma alucinação? Não a coisa era real e se aproximava. Ele pega a garrafa e joga na direção do monstro, mas erra, tropeça do sofá e pega alguma coisa que possa lhe defender.

Aquela coisa com certeza veio lhe cobrar, era Gerson, transformado em alguma coisa terrivelmente infernal, vinha se aproximando, mas a escuridão lhe dava uma chance.

Bêbado e engatinhando, lembrou-se de pegar alguma coisa que pudesse acertar aquele monstro, mas se viu tão baratinado pela ação do álcool que era difícil raciocinar.

Foi na cozinha em busca de uma faca, para isso teria que passar bem ao lado daquele monstro. Arrastado, bateu a cabeça em alguma coisa e tomou um forte golpe que pegou de raspão no ombro. Certamente a laranja zumbi também estava sem enxergar no escuro.

Mas com dor e amortecido pela cachaça, conseguiu se arrastar até a cozinha, onde pegou uma vassoura, única coisa que poderia se transformar em arma. Levantou trôpego e se preparou, mas o bicho foi mais rápido e cravava suas garras nos braços de Pedro. Ali, cara a cara, teve a impressão que era o agiota que voltou do inferno para buscar sua dívida. Empurrou-o com força para perto da janela e o monstro morde seu ombro.

A luta feroz, mas perfurado e banhado em sangue, caiu sem forças, enquanto o zumbi despencava do nono andar.

Quebrado e com a cabeça partida, aquele ser não conseguia mais caminhar, mas continuou se arrastando com suas últimas forças até que deu um último suspiro. Agora jazia ali um amontoado de gravetos molhados em uma gosma amarronzada, no meio, uma laranja semi despedaçada. 

 

Epílogo

 Levado para um lixão, aquele composto disforme se misturou com o amontoado de entulho e terra. Lavado pela chuva e nutrido pelo chorume apodrecido uma, duas, três, várias sementes começaram a germinar.


FIM?

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Uma História Idiota e Um Desenho Idiota Pra Refrescar o Seu Verão

Século XXXI.
Eis que o pau comeu entre as nações e tudo acabou-se em um quiproquó com bombas nucleares há alguns séculos atrás. Mas a humanidade mostrou-se uma praga tão difícil de matar tal qual as baratas, que agora são os seus animais de estimação favoritos.
Hoje, vive-se num patamar civilizacional parecido com o do início do século XXI, a  diferença é que não há mais comida e as pessoas vivem à base de Ki-Suco e de radiação.
FIM.


sábado, 21 de maio de 2016

Poesia do Passarim Verdim

Um dia, um pássaro todo verdim
Apareceu no meu jardim
E recitou uma poesia
Que me ficou na cabeça durante todo dia:
"Piu piu piu piu
Tomei banho de rio
E depois mandei todo mundo
Para a uta que os ariu!"

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O Homem Zero: Sopro

Em um instante, parecia ter acordado de um pesadelo...
A respiração ofegante, suor frio e visão turva que mal dava para distinguir os objetos das sombras.
Respirava forte, mãos na testa, sentia as gotículas frias de suor entre os dedos.
Havia uma sensação estranha naquele momento, pensava estar em outro lugar, parecia não pertencer àquele quarto e àquelas sombras. Era um estranho recém desperto de um pesadelo, ou estaria em um agora?
As sombras sólidas, o tempo parecia parado.
Não ventava, não havia ruídos lá fora.
Ouviu um carro passar ao longe.
Havia algo vivo naquelas sombras, ele podia sentir. Ele queria que houvesse.
Então, o fantástico se fez presente.
A sombras, sólidas naquela penumbra, tomaram forma; delinearam-se curvas femininas.
Foi se aproximando, tocou com mãos etéreas o rosto do homem. Ele podia sentir a presença do vazio.
Aproximou sua face escura a face do homem.
Um beijo.
Os olhos fechados continuaram fechados, mas as sombras tomaram conta de tudo.
Escureceu.

terça-feira, 28 de maio de 2013

O Homem Zero - Capítulo 4 - Uma Página em Branco

Começou a ouvir um barulho distante, primeiramente, mas logo foi crescendo. Um estrondo que parecia sair das profundezas da Terra. E foi aumentando...
De súbito, O Homem Zero foi tomado por um clarão, ao invés da escuridão que lhe tomava a visão, tudo agora tinha um brilho luminoso, branco, porém nem frio, nem quente. E foi aumentando...
Sentiu sua existência desaparecendo aos poucos à medida que o brilho tornava-se cada vez mais claro. E foi diminuindo...
Desapareceu.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O Homem Zero - Capítulo 3

Olhava para o horizonte, um mar de areia, céu alaranjado. Sua visão ainda estava embaçada. Até que viu um ponto reluzente naquele mar de areia.
Levantou-se e seguiu o ponto. O sol queimava sua nuca, mas não sentia sede. Ainda.
Andou não sei quantos metros, agora o brilho parecia mais próximo, continuou a andar e tropeçou em alguma coisa firme no chão. Abaixou-se e tocou no objeto. Parecia um cano de metal. E era mesmo um cano de metal! Melhor que isso, ele começou a perceber que a areia cobria um imenso chão de metal, parecia aço, mas que coisa estranha, pensou consigo mesmo. Que mundo era esse? Parou por alguns instantes olhou adiante e viu um emaranhado de canos de aço reluzente de todos os tamanhos, mas sempre seguindo uma direção. Encostou o ouvido num desses canos e não percebeu nenhum tipo de barulho de fluido passando por dentro. Mas mesmo assim, seguiria para ver onde ia daquele mundo de metal. Lá à frente, uma linha tênue denunciava céu acinzentado, mas ele não percebia, pois parecia estar perdendo a visão: sua vista estava mais embaçada.Mas resolveu andar mesmo assim, deserto não é lugar para ninguém ficar. E alguém esperava por ele adiante...

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O Homem Zero - Capítulo 2


Abriria ou não aquela maldita porta? Suas cabeça dizia que não, o medo do inesperado. Mas uma força subconsciente, da curiosidade, atraía lentamente sua mão, como um imã. Enfim, alcançou. Encostou as mãos na maçaneta fria, tudo escuro,somente reflexos, e aquela mulher mística, o que seria? Um fantasma? Abriu, finalmente. Tudo totalmente escuro. Nenhum reflexo, nada, parecia um céu sem estrelas. De repente, a mulher esfumaçada entrou, muito rápido. De lá chamou o Homem Zero lentamente. Ele olhou aquele quarto escuro, não tinha dimensões corretas do tamanho do lugar, parecia mesmo um céu sem estrelas! Vasto, escuro e misterioso. "Siga-me, sem medo" uma voz martelou na sua cabeça. E ele foi, com a cara e a coragem! Mas ao colocar o primeiro pé para dentro, "o direito para dar sorte", pensou consigo mesmo, não encontrou chão. Começou a cair. Caiu naquele vazio. No nada. Onde acabaria aquela queda, não imaginava, mas parecia flutuar, e incrivelmente não estava com medo de esborrachar-se no fim daquela queda. Mas sentia uma sensação de desmaio, que poderia apagar a qualquer hora e apagou.
Percebeu que havia parado de cair. Uma coisa esfarelenta nas suas mãos, o ar quente a sua volta. Era areia. Areia? De onde teria saído aquela areia em pleno quarto do seu porão? O que estava acontecendo. Tentou olhar em volta, sua vista estava embaçada. "Olá, tem alguém aí?" gritou uma, duas, três, quatro vezes.  Ninguém lhe respondia. Tentava localizar alguma coisa naquele lugar estranho, mas estava tudo embaçado. Porém percebia um vasto areial, e no horizonte o céu alaranjado. Estava amanhecendo ou anoitecendo? Não fazia ideia. "Será que eu estou sonhando? Só pode ser um sonho...". Mas uma voz ecoou forte na sua cabeça "NÃO". Não sabia mais o que fazer: sentou-se num monte de areia e ficou olhando para o horizonte para localizar um sinal de vida...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O Homem Zero - Capítulo 1

Como eu prometi, vou contar uma história dividida em não sei quantas partes e não sei como vai terminar, tampouco o desenrolar dela.

Homem Zero era um cara. Não sei dos seus gostos, nem da sua idade, mas era um cara qualquer, desses que vivem por aí. Um dia, foi dormir como de costume, fechou a porta do seu quarto e teve um sonho muito estranho na atmosfera escura do seu quarto, naquela noite sem lua. Acordou no meio da noite assustado, suando que nem um cuscuz, a porta do seu quarto estava aberta. Lá no fundo tudo escuro, ele fixou o olhar para aquela porta aberta, sabia que algo ia aparecer ali. Mas naquela noite nada aconteceu.
Uma semana depois, foi dormir ouvindo canto árabe, acordou no meio da noite, olhou para a mesma porta, aberta misteriosamente sozinha. Ele lembrava que havia fachado aquela porta, mas ela continuava a se abrir sozinha, alguma coisa estranha estava para acontecer e aconteceu! Ele viu um vulto se desenhar naquele fundo escuro. Feito um desenho, lentamente, um corpo feminino formatava-se, subia como uma fumaça alaranjada dando moldes a uma mulher mística que parecia muito formosa... O medo tomava conta do coração do Homem Zero. Mas a curiosidade falava mais alto. Então aquela mulher de fumaça alaranjada lhe fez um sinal com as mãos, e também lhe falou telepaticamente, "venha". Ele, como se estivesse encantado, resolveu segui-la. "Abra aquela porta no porão": A voz clara da mulher lhe martelava a mente. Mas ele sabia que desde quando viera morar naquela casa, não abria aquela porta de forma alguma. Mas foi. Quando se aproximou da porta, pegou a maçaneta, a mulher mística colocou a sua mão também. Giraram a maçaneta lentamente e abriram a porta. Nada. Um escuro que parecia sem fim. Mas um barulho de água pingando no chão. "Entre", a voz na sua cabeça novamente. Entraria ou não?

Postagem em destaque

Dia das Laranjas Assassinas

Finalmente, a sequência da Noite das Laranjas Assassinas está aqui! É a continuação da história, explorando os acontecimentos das laranjas...