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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

DELÍRIO OU CAUTELA? A CANETA BIC NÃO ESCREVE. ELA ESPIONA.

 Sempre disseram que teoria da conspiração é coisa de maluco. Que a população sempre está errada tem razão. Principalmente quando o assunto é algo simples demais para levantar suspeita. Tipo… uma caneta.

A velha, barata, onipresente BIC Cristal.

Você acha mesmo normal um objeto que custa centavos, está em todos os lugares, dura meses, escreve em qualquer papel, sobrevive a quedas, mordidas, provas finais, assinaturas de contratos diabólicos e bilhetinhos comprometedores de amor? Não. Nada disso é normal. Isso é tecnologia alienígena de observação disfarçada.

Já percebeu que a BIC está presente desde igrejas a escritórios, escolas e até em casas da luz vermelha?


Enquanto você acha que está apenas anotando um telefone, reclamando da vida ou escrevendo "OBA FOLHA LIMPA" “eu te amo” num canto do caderno, a caneta está coletando dados. Mais especificamente a bolinha que fica na ponta esferográfica. O ovo da serpente mora ali.
Padrões de escrita. Emoções. Ideias. Raiva. Frustrações. Aquela lista de compras que revela mais sobre você do que qualquer rede social.

“Ah, mas é só tinta.”
Claro. E o Wi-Fi também é só ar...

E vamos falar do mascote da BIC. Porque fingir que aquilo não existe é parte do problema. Aquele bonequinho com uma cabeçorra ornada por um capacete fumê reluzente, que  aparentemente não serve pra nada na Terra, a não ser esconder sua verdadeira identidade. Aquilo não é um estudante. Não é um operário. Aquilo é claramente um ET em missão de espionagem, tentando se passar por humano desde os anos 60.

Capacete pra quê? Proteção contra o vácuo da sala de aula? Ou proteção microbiológica? Ou ainda, literalmente esfrega na nossa cara que a bolinha da ponta representa não menos que a capciosa sonda.

A população sempre surta desconfia pouco. Porque ninguém questiona a caneta. Todo mundo questiona o celular, o microfone, a câmera… mas o objeto que passa horas deslizando pela sua mão, traduzindo seus pensamentos em símbolos físicos? Totalmente inocente, né? E depois some de repente.

Retirada estratégica? Volta pra nave-mãe? Reset? Reimplantação em outro ponto do planeta?


Talvez seja por isso que a BIC nunca muda. Não precisa. O projeto já está perfeito. Simples. Invisível. Universal. Em diversas cores. Igual às melhores operações de coleta de inteligência.

Então continue escrevendo. Continue confiando. Continue achando que é só uma caneta azul. 

Paranóia? Só o tempo dirá.
Enquanto isso, em algum lugar do universo, alguém está lendo tudo o que você nunca deveria ter colocado no papel.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

A Teoria Alucinada de Albert Porta (1919): Manchas Solares, Planetas Alinhados e o Fim do Mundo que Nunca Veio

Em 1919, enquanto a ciência tentava se organizar de forma minimamente séria depois do esculacho humanitário que foi a I Guerra Mundial, o professor de engenharia civil e meteorologista Albert Porta resolveu fazer o oposto. Criou uma teoria surtada que misturava manchas solares, alinhamento de planetas, uma lança misteriosa e a previsão de um terremoto global apocalíptico. Tudo isso sem provas, sem método e sem vergonha.

ChatGPT deu um pisão nos meus desenhos do paint, vamos admitir que o bicho se superou...

Segundo Porta, o Sol estaria enviando sinais do fim por meio das manchas solares. Esses sinais coincidiriam com um alinhamento envolvendo Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter e Saturno, e Urano na outra ponta do Sol resolveram brincar de de cabo de guerra  desencadeando um evento que supostamente ativaria forças internas do planeta: um terremoto pra derrubar tudo. O toque final da insanidade vinha com uma “lança cósmica” (A Lança de Longinus do Evangelion?) tratada como se fosse um interruptor capaz de ligar o modo destruição total da Terra.

A teoria não respeitava astronomia, geologia, física nem lógica básica. Era uma gororoba disfarçada de ciência, onde qualquer fenômeno servia como desculpa para anunciar o fim do mundo. Como toda profecia apocalíptica mal formulada, nada aconteceu. O alinhamento passou, o Sol continuou fazendo o que sempre fez e o planeta seguiu inteiro.

O legado de Albert Porta não foi uma descoberta revolucionária, mas um excelente exemplo de como imaginação sem critério vira pseudociência e o monopólio da informação (informação centralizada). Seu “fim do mundo” fracassou, mas a teoria ficou como registro histórico de uma época em que falar besteira com convicção já parecia suficiente. Mas não parou por aí porque a humanidade tem paixão por cair em arapucas. Vamos falar desses outros surtos coletivos escatológicos na história.

Porta acreditava que as manchas solares eram sinais diretos de um colapso iminente. Segundo ele, uma misteriosa lança funcionaria como um “gatilho cósmico”, conectando a atividade do Sol às forças internas da Terra. O resultado dessa combinação absurda seria um terremoto global capaz de causar o fim do mundo. Nada aconteceu, exceto a comprovação de que imaginação sem método não é ciência.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Lendas Rurais - Capítulo 01: Não Assobie À Noite

Quaresma... tempo de lobisomem.

 Caipora, Mula-sem-cabeça, Lobisomem, Curupira, assombrações, maldições e supertições... Quem nunca ouviu uma dessas histórias que nos deixam com medo de ir beber água no escuro da noite?
Vamos iniciar aqui uma série de webcomics baseadas em histórias que se perpetuam no imaginário brasileiro, com o nosso toque do Com Defeito de Fabricação. 

Muitos já ouviram a lenda de que assobiar à noite pode ser perigoso, coisa que não podemos fazer, mas por que será? Vamos descobrir neste primeiro capítulo das... LENDAS RURAIS!








quinta-feira, 23 de agosto de 2018

A Terrível Faca de Tomate

É um utensílio aparentemente bem útil e inofensivo, mas potencialmente perigoso! No dossiê de hoje vou explicar porque.

É uma faca com um design muito bonito, serve para cortar finas fatias tomate. A propósito, fatias finas com torrada, queijo e orégano 20-30 segundos no microondas fica explosivamente sensacional!

É perfeita para cortar frutas/legumes em espessura finíssima, realmente é uma ótima ferramenta de trabalho, nas mãos certas, é claro...

Relato pessoal: estava tudo indo muito bem, eu lá cortando um tomatinho e pá até que a mão escorregou e eu fiz um corte feio no dedo com a tal faca. Foi aí que o terror começou... A faca é feita para cortar com o mínimo de delicadeza exercido, o seu microsserrilhado também contribui bastante para isto.


De certo ângulo, o camarada introduz a faca facim facim no bucho de um caboclo infeliz que topar de contra ele. Sorte que é uma faca bem pouco conhecida e pivetes não podem obtê-la facilmente.

Aliás, deveriam fazer um filme cujo assassino porta uma faca de tomate.

Olhando bem seu design, parece muito com as unhas do Freddy Krüeger.

A bicha é bem fina, dá para ser escondida em uma bolsa.

Imagine uma mulher traída e vai lá à noite com a faca de tomate e vuc! Arranca a sua piaba e o saco de uma só vez. Confie...


E assim termina o dossiê de hoje...

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Begotten

Um filme considerado do gênero terror/sobrenatural que é bastante comentado pelas redes sociais é o Begotten.
Primeiramente achei que seria uma coisa totalmente assustadora. Esse foi meu primeiro impacto do filme, com o desenrolar da história, leia-se: após minha mente ter se acomodado com aqueles seres de movimentos bizarros, vou contar, no decorrer deste texto, o que eu achei.

Tomei conhecimento do tal Begotten através do YouTube, aliás, lá tem inúmeros vídeos de reviews desse filme de pessoas mais especializadas. Mas resolvi escrever aqui por que eu sempre tenho uma visão diferente das coisas (ou pelo menos acho isso).
Aliás (outra vez) essa foi a motivação de abrir esse tópico de cinema aqui no blog, lembrando que aqui tem spoiler.

Enfim, sem mais delongas, o filme de 1991 do diretor E. Elias Merhige começa com uma reflexão sobre tempo e pessoas cuja profissão é relacionada com registrar fatos.
Portadores de linguagem*, Fotógrafos, Cronistas** 
Vocês com suas memórias estão mortos, congelados
Perdidos em um presente que nunca para de passar
Aqui vive o encantamento da matéria
Uma linguagem para sempre.


E então (realmente) começa o filme...

O cenário é estranho, atormentador e a filmagem totalmente em preto e branco contribui para isso, por que não há como distinguir alguns objetos, silhuetas, profundidades.

A trilha sonora do filme contribui para torná-lo mais insólito ainda, ao fundo sempre malditos grilos permanentemente cricrilando. Aí então eu já comecei a ficar puto, mas continuei a assistir.

Os personagens "humanos" abusam de expressões faciais e movem-se parecendo que estão tendo uma ataque epiléptico ou de convulsão misturado com Doença de Parkinson.
Começa um ser esquisito, cuspindo um fluido negro - e isto é recorrente nesse filme - e depois uma automutilação. Particularmente o que mais me incomoda é a textura do que ele retira do seu corpo, realmente é muito bem feito e assustador! Me parece que ele morre, então entra outra personagem em cena, uma mulher.


O amor é lindo

Quase todo filme que se preze tem a sua cena de romance ou o par romântico. Mas quando falamos de Begotten, pode imaginar as coisas mais bizarras e nojentas que você tenha em mente que já viu em um filme. Multiplique por 10, que não dará nem a metade da cena que que rolou.
Desenrola-se aí uma das cenas mais loucas que eu já vi em um filme:
Não sei se a sequência aconteceu de verdade, mas após o encontro de uma mulher totalmente esquisita com o ser que estava se auto mutilando. Ela aproveita o caboclo lá deitado (na minha opinião, já estava morto), e começa a manusear a minhoca do mesmo. Rola uma cabeçada no céu da boca surreal em seguida de descabelamento de palhaço.
Daí, corta para a cena onde cai aquele famoso liquido leitoso no ventre da mulher (na verdade estava com uma consistência bem estranha, mas considerando que eles são seres de outra dimensão, provavelmente é normal).
Ela começa a se lambuzar com aquilo e desce com a mão até a sua barata peluda (e bota peluda nisso), passa aquilo na cabeleira e, por fim, introduz lá e depois todo mundo sabe o que acontece...
Notei que é daí então a sacada do filme: Begotten significa "Gerado". O Diretor foi um cara genial, convenhamos!
E é a esse ser gerado de uma forma bastante original que o resto do enredo do filme se volta, assim que nasce, a mãe desnaturada o abandona numa espécie de lixão. Ele se contorce mais que um gato com dor de barriga e faz os mais perturbadores movimentos e sons. Aparecem outros personagens encapuzados andarilhos que puxam e repuxam o dito-cujo e fazem-no de gato e sapato. A partir daqui eu comecei a ficar puto com o filme e os movimentos mais repetitivos que convulsivos do Begotten e dos encapuzados. Me encheu o saco e deu mais sono do que apavorou.
E os grilos continuavam a cricrilar...
O Begotten cresceu, caiu no mundo, tomou-lhe uma bela pedrada, foi esculachado, bolinado, cuckado e foi feliz para sempre (só que não).
E os grilos cricrilando deram lugar a passarinhos trinando. Flores murchas a plantas germinando.

Faz biquinho po pai...
ODIIIIIIIIIIIIIIIIIIN!!!


E então...

Na minha opinião, é um filme que passa muito longe de ensinar lição alguma a alguém, é um filme apenas para ser visto. Cabe, sim, alguma reflexão sobre vida, morte e origem das coisas quando o nome dos personagens são revelados bem no final. Muita gente o achou um filme assustador; pra falar a verdade, achei bem estranho de início, mas depois com minha cabeça de doido, comecei a fazer graça. Tanto que a matéria aqui tem um tom cômico. Para mim, o mais interessante foi o empenho do elenco, que se submeteu a se espojar em lama, água parada, dentre outras porcarias.
Enfim, como eu falei, é um filme feito para ser visto e ficar impactado com a performance dos atores, sons, movimentos, sombras. Em mim deu mais sono que outra coisa, mas vale a pena ver pela estética diferente que ele traz.




Imagem relacionada
Balança, caixão! Balança, caixão!


Notas de rodapé
* Language bearers, pode significar aqueles que sustentam/abarcam uma linguagem.
** Diary makers, entendi que significa alguém que relata através da escrita. Quem faz isto é o cronista. Mas a tradução também pode significar escritores de diário, agenda ou até mesmo jornalistas.

sábado, 16 de setembro de 2017

Dossiê Zumbi: Como Eu Escaparia de um Apocalipse Zumbi

No dossiê de hoje, mostrarei como eu iria escapar de um apocalipse zumbi, não sei se a estratégia daria muito certo, mas enfim, sigam-me os bons e os que confiam no meu intelecto!
O tema fim do mundo e sobrevivência atrai muitas pessoas, quando incluíram zumbis no meio dessa temática, ficou mais interessante ainda: pessoas que levantam das suas sepulturas e vem tentar caçar os vivos. Sou fã dos filmes do George A Romero, o "pai" dos filmes de zumbis. Gosto e acompanho as séries The Walking Dead e Fear the Walking Dead e pretendo ver outras do gênero.

Eu vou escrevendo essas matérias do Dossiê aos poucos, portanto, pode ser que pareça desconexa, mas é só na forma de escrever. As ideias estão uniformes.

Começando:

Primeiro, iria pra bem longe de cidades e centros urbanos: gente desesperada matando, roubando, zumbis atacando, cidades não seriam um bom lugar pra se ficar. Já está quase assim sem caos, imagine no apocalipse zumbi!!!

Caos completo nas cidades, mas por outro lado poderia haver uma ação dos governos e por outro lado também acho que haveria muita aglomeração de pessoas nesses locais, causando mais mortes e mais caos ainda!!!
Eu não confiaria no governo nem a pau e nem nas pessoas. Nessas horas todos querem salvar a própria pele...

Dica do mestre: eu fugiria para alguma ilha ou manguezais.

Em uma ilha, o número de zumbis que você matasse só tenderia a diminuir e não tem como zumbis irem nadando do continente para a ilha, é lógico.
Nos manguezais os zumbis ficariam atolados na lama.

Alimentação nos mangues: caranguejos e peixes para pescar à vontade, dá pra construir uma casa em cima das árvores dos mangues, ou pelo menos uma cabana para se proteger do frio e da chuva.
Essas plantas formam um verdadeiro emaranhado de raízes, é difícil para pessoas comuns passarem, quanto mais para um zumbi.

A maré nessas áreas costumam subir bastante, aí vem peixes, e etc.

Não há terra cultivável nos manguezais, mas provavelmente daria para fazer uma horta e pomar pelas redondezas, iria ter que caminhar um pouco, mas... Sem falar que o solo em regiões de manguezais é rico em matéria orgânica, boa na agricultura.

Talvez o mais difícil seria conseguir água, mas os mangues geralmente surgem em locais onde há encontro de água doce de rios e salgada do mar, então seria relativamente fácil encontrar uma fonte de água pelas redondezas. 
Como não haveria muita poluição da rede de esgotos, os rios gradativamente ficariam cada vez mais puros.

Zumbis não sabem nadar: a não ser se eles fossem caminhando pelo fundo do mar...

Então se por um acaso, se houver um apocalipse zumbi e já tiverem lido o dossiê do Tio Arce, saberão o que fazer!



sexta-feira, 16 de março de 2012

O Blog Vidente

Nostradamus? Baba Vanga? Mãe Diná? Malabi?
Nada disso o vidente da vez é esse blog aqui!
Já são duas coisas postadas e que acontecem:
Vejam o caso do navio que afundou na Itália, o tal do Costa Concórdia. Pois bem algumas semanas antes eu tinha feito uma webcomic especial para comemorar os dois? três? anos desse blog. O tema da tal webcomic era um navio que afundava em pleno cruzeiro de fim de ano...
Quer mais?
Ainda nessa semana, o nosso médico de plantão o Dr. Tomatão, postou sobre envenenamento (eu até fiz a ilustração), e o que aconteceu? Dois dias depois uma menina comeu doces de estranhos e foi parar no hospital.
Coincidência? Sexto sentido? 
Vai saber... COMDEFEITODEFABRICACAO.BLOGSPOT.COM : TENHA MEDO! HAUHEUAHUEHAUHEUHAUEHAUEHAUE

Postagem em destaque

Dia das Laranjas Assassinas

Finalmente, a sequência da Noite das Laranjas Assassinas está aqui! É a continuação da história, explorando os acontecimentos das laranjas...