terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Teleco, o Coelhinho

A primeira vez que li este conto foi naquela coleção Para Gostar de Ler e não a entendi muito bem.
Voltei diversas vezes para ler o final. Como uma coisa daquelas seria possível???
É uma história meio boba no início, mas vai tomando proporções maiores até... o final... Mostra como as coisas na vida mudam, relações entre pessoas, etc.
Murilo Rubião é um autor sensacional.


“Três coisas me são difíceis de entender, e uma quarta eu a ignoro completamente: o caminho da águia no ar, o caminho da cobra sobre a pedra, o caminho da nau no meio do mar, e o caminho do homem na sua mocidade.”

(Provérbios, XXX, 18 e 19)



– Moço, me dá um cigarro?

A voz era sumida, quase um sussurro. Permaneci na mesma posição em que me encontrava, frente ao mar, absorvido com ridículas lembranças.

O  importuno pedinte insistia:

–    Moço, oh! Moço! Moço me dá um cigarro?

Ainda com os olhos fixos na praia, resmunguei:

Vá embora, moleque, senão chamo a polícia.

–    Está bem, moço. Não se zangue. E, por favor; saia da minha frente, que eu também gosto de ver o mar.

Exasperou-me a insolência de quem assim me tratava e virei-me, disposto a escorraçá-lo com um pontapé. Fui desarmado, entretanto. Diante de mim estava um coelhinho cinzento, a me interpelar delicadamente:

– Você não dá é porque não tem, não é, moço?

O seu jeito polido de dizer as coisas comoveu-me. Dei-lhe o cigarro e afastei-me para o lado, a fim de que melhor ele visse o oceano. Não fez nenhum gesto de agradecimento, mas já então conversávamos como velhos amigos. Ou, para ser mais exato somente o coelhinho falava. Contava-me acontecimentos extraordinários, aventuras tamanhas que o supus com mais idade do que realmente aparentava.

Ao fim da tarde, indaguei onde ele morava. Disse não ter morada certa. A rua era o seu pouso habitual. Foi nesse momento que reparei nos seus olhos. Olhos mansos e tristes. Deles me apiedei e convidei-o a residir comigo. A casa era grande e morava sozinho   acrescentei.

A explicação não o convenceu. Exigiu-me que revelasse minhas reais intenções:

Por acaso, o senhor gosta de carne de coelho? Não esperou pela resposta:

– Se gosta, pode procurar outro, porque a versatilidade é o meu fraco.

Dizendo isto, transformou-se numa girafa.

– A noite – prosseguiu – serei cobra ou pombo. Não lhe importará a companhia de alguém tão instável?

Respondi-lhe que não e fomos morar juntos.

Chamava-se Teleco.

Depois de uma convivência maior, descobri que a mania de metamorfosear-se em outros bichos era nele simples desejo de agradar ao próximo. Gostava de ser gentil com crianças e velhos, divertindo-os com hábeis malabarismos ou prestando-lhes ajuda. O mesmo cavalo que, pela manhã, galopava com a gurizada, à tardinha, em lento caminhar, conduzia anciãos ou inválidos às suas casas.

Não simpatizava com alguns vizinhos, entre eles o agiota e suas irmãs, aos quais costumava aparecer sob a pele de leão ou tigre. Assustava-os mais para nos divertir que por maldade. As vítimas assim não entendiam e se queixavam à polícia, que perdia o tempo ouvindo as denúncias. Jamais encontraram em nossa residência, vasculhada de cima a baixo, outro animal além do coelhinho. Os investigadores irritavam-se com os queixosos e ameaçavam prendê-los.

Apenas uma vez tive medo de que as travessuras do meu irrequieto companheiro nos valessem sérias complicações. Estava recebendo uma das costumeiras visitas do delegado, quando Teleco, movido por imprudente malícia, transformou-se repentinamente em porco-do-mato. A mudança e o retorno ao primitivo estado foram bastante rápidos para que o homem tivesse tempo de gritar. Mal abrira a boca, horrorizado, novamente tinha diante de si um pacifico coelho:

O  senhor viu o que eu vi?

Respondi, forçando uma cara inocente, que nada vira de anormal.

O homem olhou-me desconfiado, alisou a barba e, sem se despedir, ganhou a porta da rua.

A mim também me pregava peças. Encontrava-se vazia a casa, já sabia que ele andava escondido em algum canto, dissimulado em algum pequeno animal. Ou mesmo no meu corpo sob a forma de pulga, fugindo-me dos dedos, correndo pelas minhas costas. Quando começava a me impacientar e pedia-lhe que parasse com a brincadeira, não raro levava tremendo susto. Debaixo das minhas pernas crescera um bode que, em disparada, me transportava até o quintal. Eu me enraivecia, prometia-lhe uma boa surra. Simulando arrependimento, Teleco dirigia-me palavras afetuosas e logo fazíamos as pazes.

No mais, era o amigo dócil, que nos encantava com inesperadas mágicas. Amava as cores e muitas vezes surgia transmudado em ave de todas as espécies inteiramente desconhecidas ou de raça já extinta.

Não existe pássaro assim!

Sei. Mas seria insípido disfarçar-me somente em animais conhecidos.

O primeiro atrito grave que tive com Teleco ocorreu um ano após nos conhecermos. Eu regressava da casa da minha cunhada Emi, com quem discutira asperamente sobre negócios de família. Vinha mal-humorado e a cena que deparei ao abrir a porta da entrada, agravou minha irritação. De mãos dadas, sentados no sofá da sala de visitas, encontravam-se uma jovem mulher e um mofino canguru. As roupas dele eram mal talhadas, seus olhos se escondiam por trás de uns óculos de metal ordinário.

O  que deseja a senhora com esse horrendo animal? – perguntei, aborrecido por ver minha casa invadida por estranhos.

– Eu sou o Teleco – antecipou-se, dando uma risadinha.

Mirei com desprezo aquele bicho mesquinho, de pêlos ralos, a denunciar subserviência e torpeza. Nada nele me fazia lembrar o travesso coelhinho.



Neguei-me a aceitar como verdadeira a afirmação, pois Teleco não sofria da vista e se quisesse apresentar-se vestido teria o bom gosto de escolher outros trajes que não aqueles.

Ante a minha incredulidade, transformou-se numa perereca. Saltou por cima dos móveis, pulou no meu colo. Lancei-a longe, cheio de asco.

Retomando a forma de canguru, inquiriu-me, com um ar extremamente grave:

– Basta esta prova?

– Basta. E daí? O que você quer?

-De hoje em diante serei apenas homem.

 -Homem? – indaguei atônito. Não resisti ao ridículo da situação e dei uma gargalhada:

– E isso?   Apontei para a mulher. É uma lagartixa ou um filhote de salamandra?

Ela me olhou com raiva. Quis retrucar, porém ele atalhou:

– É Tereza. Veio morar conosco. Não é linda?

Sem dúvida, linda. Durante a noite, na qual me faltou o sono, meus pensamentos giravam em torno dela e da cretinice de Teleco em afirmar-se homem.

Levantei-me de madrugada e me dirigi à sala, na expectativa de que os fatos do dia anterior não passassem de mais um dos gracejos do meu companheiro.

Enganava-me. Deitado ao lado da moça, no tapete do assoalho, o canguru ressonava alto. Acordei-o, puxando-o pelos braços:

– Vamos, Teleco, chega de trapaça.

Abriu os olhos, assustado, mas, ao reconhecer-me, sorriu:

-Teleco?! Meu nome é Barbosa, Antônio Barbosa, não é, Tereza?

Ela, que acabara de despertar, assentiu, movendo a cabeça. Explodi, encolerizado:

– Se é Barbosa, rua! E não me ponha mais os pés aqui, filho de um rato!

Desceram-lhe as lágrimas pelo rosto e, ajoelhado, na minha frente, acariciava minhas pernas, pedindo-me que não o expulsasse de casa, pelo menos enquanto procurava emprego.

Embora encarasse com ceticismo a possibilidade de empregar-se um canguru, seu pranto me demoveu da decisão anterior, ou, para dizer a verdade toda, fui persuadido pelo olhar súplice de Tereza que, apreensiva, acompanhava o nosso diálogo.

Barbosa tinha hábitos horríveis. Amiúde cuspia no chão e raramente tomava banho, não obstante a extrema vaidade que o impelia a ficar horas e horas diante do espelho. Utilizava-se do meu aparelho de barbear, da minha escova de dente e pouco serviu comprar-lhe esses objetos, pois continuou a usar os meus e os dele. Se me queixava do abuso, desculpava-se, alegando distração.

Também a sua figura tosca me repugnava. A pele era gordurosa, os membros curtos, a alma dissimulada. Não media esforços para me agradar, contando-me anedotas sem graça, exagerando nos elogios à minha pessoa.

Por outro lado, custava tolerar suas mentiras e, às refeições, a sua maneira ruidosa de comer, enchendo a boca de comida com auxílio das mãos.

Talvez por ter-me abandonado aos encantos de Tereza, ou para não desagradá-la, o certo é que aceitava, sem protesto, a presença incômoda de Barbosa.

Se afirmava ser tolice de Teleco querer nos impor sua falsa condição humana, ela me respondia com uma convicção desconcertante:

       – Ele se chama Barbosa e é um homem.

O canguru percebeu o meu interesse pela sua companheira e, confundindo a minha tolerância como possível fraqueza, tornou-se atrevido e zombava de mim quando o recriminava por vestir minhas roupas, fumar dos meus cigarros ou subtrair dinheiro do meu bolso.

Em diversas ocasiões, apelei para a sua frouxa sensibilidade, pedindo-lhe que voltasse a ser coelho.

Voltar a ser coelho? Nunca fui bicho. Nem sei de quem você fala.

– Falo de um coelhinho cinzento e meigo, que costumava se transformar em outros animais.

Nesse meio tempo, meu amor por Tereza oscilava por entre pensamentos sombrios, e tinha pouca esperança de ser correspondido. Mesmo na incerteza, decidi propor-lhe casamento.

Fria, sem rodeios, ela encerrou o assunto:

– A sua proposta é menos generosa do que você imagina. Ele vale muito mais.

As palavras usadas para recusar-me convenceram-me de que ela pensava explorar de modo suspeito às habilidades de Teleco.

Frustrada a tentativa do noivado, não podia vê-los juntos e íntimos, sem assumir uma atitude agressiva.

O canguru notou a mudança no meu comportamento e evitava os lugares onde me pudesse encontrar.

Uma tarde, voltando do trabalho, minha atenção foi alertada pelo som ensurdecedor da eletrola, ligada com todo o volume. Logo ao abrir a porta, senti o sangue afluir-me à cabeça: Tereza e Barbosa, os rostos colados, dançavam um samba indecente.

Indignado, separei-os. Agarrei o canguru pela gola e, sacudindo-o com violência, apontava-lhe o espelho da sala:

-É tu, não é um animal?

-Não, sou um homem! – E soluçava, esperneando, morto de medo pela fúria que via nos meus olhos.

A Tereza, que acudira, ouvindo seus gritos, pedia:

– Não sou um homem, querida? Fala com ele:

-Sim, amor, você é um homem.

Por mais absurdo que me parecesse, havia uma trágica sinceridade na voz deles. Eu me decidira, porém. Joguei Barbosa ao chão e lhe esmurrei a boca. Em seguida, enxotei-os.

Ainda da rua, muito excitada, ela me advertiu:

– Farei de Barbosa um homem importante, seu porcaria!



Foi a última vez que os vi. Tive, mais tarde, vagas notícias de um mágico chamado Barbosa a fazer sucesso na cidade. A falta de maiores esclarecimentos, acreditei ser mera coincidência de nomes.

A minha paixão por Tereza se esfumara no tempo e voltara o interesse pelos selos. As horas disponíveis eu as ocupava com a coleção.

Estava, uma noite, precisamente colando exemplares raros, recebidos na véspera, quando saltou, janela adentro, um cachorro. Refeito do susto, fiz menção de correr o animal. Todavia não cheguei a enxotá-lo.

      – Sou o Teleco, seu amigo, afirmou, com uma voz excessivamente trêmula e triste, transformando-se em uma cotia.

-E ela?   Perguntei com simulada displicência.

-Tereza…  sem que concluísse a frase, adquiriu as formas de um pavão.

Havia muitas cores… O circo… Ela estava linda… Foi horrível…   Prosseguiu, chocalhando os guizos de uma cascavel.

Seguiu-se breve silêncio, antes que voltasse a falar:

-O uniforme… muito branco… cinco cordas… amanhã serei homem… – as palavras saíam-lhe espremidas, sem nexo, à medida que Teleco se metamorfoseava em outros animais.

Por um momento, ficou a tossir Uma tosse nervosa. Fraca, a princípio, ela avultava com as mutações dele em bichos maiores, enquanto eu lhe suplicava que se aquietasse. Contudo ele não conseguia controlar-se.

Debalde tentava exprimir-se. Os períodos saltavam curtos e confusos.

– Pare com isso e fale mais calmo – insistia eu, impaciente com as suas contínuas transformações.

-Não posso, tartamudeava, sob a pele de um lagarto.

Alguns dias transcorridos perdurava o mesmo caos. Pelos cantos, a tremer, Teleco se lamuriava, transformando-se seguidamente em animais os mais variados. Gaguejava muito e não podia alimentar-se, pois a boca, crescendo e diminuindo, conforme o bicho que encarnava na hora, nem sempre combinava com o tamanho do alimento. Dos seus olhos, então, escorriam lágrimas que, pequenas nos olhos miúdos de um rato, ficavam enormes na face de um hipopótamo.

Ante a minha impotência em diminuir-lhe o sofrimento, abraçava-me a ele, chorando. O seu corpo, porém, crescia nos meus braços, atirando-me de encontro à parede.

Não mais falava: mugia, crocitava, zurrava, guinchava, bramia, triscava.

Por fim, já menos intranqüilo, limitava as suas transformações a pequenos animais, até que se fixou na forma de um carneirinho, a balir tristemente. Colhi-o nas mãos e senti que seu corpo ardia em febre, transpirava.

Na última noite, apenas estremecia de leve e, aos poucos, se aquietou. Cansado pela longa vigília, cerrei os olhos e adormeci. Ao acordar, percebi que uma coisa se transformara nos meus braços. No meu colo estava uma criança encardida, sem dentes. Morta.



****



No conto “Teleco, o Coelhinho”, a busca de humanidade esconde o desejo de superar a indiferença e o desprezo dos homens. A narrativa em primeira pessoa nos apresenta o ponto de vista do homem que recebe o coelhinho em sua casa. Encantado pela meiguice de Teleco, o narrador descobre que “a mania de transformar-se em outros bichos era nele simples desejo de agradar o próximo.” (RUBIÃO, 16ª ed., 1993:22).

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Uma História Idiota e Um Desenho Idiota Pra Refrescar o Seu Verão

Século XXXI.
Eis que o pau comeu entre as nações e tudo acabou-se em um quiproquó com bombas nucleares há alguns séculos atrás. Mas a humanidade mostrou-se uma praga tão difícil de matar tal qual as baratas, que agora são os seus animais de estimação favoritos.
Hoje, vive-se num patamar civilizacional parecido com o do início do século XXI, a  diferença é que não há mais comida e as pessoas vivem à base de Ki-Suco e de radiação.
FIM.


sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Loucuras Climáticas e Burrices Imprecisas da Mídia

Se existe um profissional que acha que tem muita propriedade pra comentar determinado assunto são os jornalistas. Uns acertam, muitos erram. Muitos. A grande maioria.
Eu reuni nessa postagem toda minha indignação, como bom observador do clima e da meteorologia, contra essas antas que ganham rios de dinheiro, mas constantemente defecam pela boca na televisão. Olha que não é necessário nenhum estudo aprofundado pra perceber a mudança no clima. Um matuto no interior mais recôndito deste Brazel é muito mais sábio que um jornalista neste quesito.


Verão  ☀️

Primeiro dia da estação liga-se a televisão, logo pela manhã, e vemos a cara sorridente dos apresentadores do telejornal anunciando a chegada do verão. Aliás, mais alegre que o normal e isto me deixa tremendamente enraivado.
Mas o telespectador esperto como eu, sabe muito bem que verão, além do calor insuportável, trás uma série de infernações. Tempestades e enchentes alagam as cidades, mosquitos se reproduzem enlouquecidamente e o calor infernal racha os cocos. Fora ter que aturar o cecê dos desodorantes vencidos e o fedor do suor que devemos suportar nas aglomerações urbanas. Falar que ama o verão e passar o dia todo em um estúdio com o ar condicionado ligado no máximo sem ter que se preocupar com a conta no fim do mês é muito fácil.


Verão com cara de Inverno  

Todo ano chove no verão, desde que os homens das cavernas faziam suas capoeiragens do Oiapoque ao Chuí. Ou pelo menos quando o clima ficou parecido com o atual, provavelmente após a era do gelo mas, putaqueopariu, será que é tão difícil NOTAR isso? Não precisa nem ter estudo pra isso, é só NOTAR, PERCEBER, OBSERVAR: a quantidade de chuva que se descarrega é terrivelmente imensa, mas o diabo do calor continua, o que gera mais vapor para a atmosfera e, consequentemente, mais chuvas... Esta expressão é corriqueira na mídia após cair um mínimo de chuva durante o verão.


É Primaveeeera, te amo...  🌼

Primavera é a estação das flores. Como um país tropical somos abençoados pela natureza: a floração das árvores ocorrem em todo o ano. Ainda digo mais: as variadas espécies de plantas trazidas por colonizadores, imigrantes, escravos, índios nômades se adaptaram bem e dão flores por quase todo o ano.
Não é nem questão de estudo, é de percepção mesmo. Mas não acaba por aí não, dizem aos quatro-ventos que a primavera é a "estação do amor". Outra coisa, existe uma justificativa biológica para que a primavera seja a "estação do amor", que creio valer apenas para onde o clima é temperado, denominada luxúria do tempo, onde os animais ficam mais propensos ao acasalamento devido ao aumento da temperatura e a mudança de hormônios. 
Mas putaqueopariu, num país onde o povo se fode o ano todo...


Outono, a estação das frutas e das folhas que caem 🍃

Esta é uma das frases mais imbecis que já ouvi. Possa ser que uma ou outra árvore apresente estas características, já que elas podem ter sido trazidas por imigrantes ou importadas de diferentes regiões do planeta, mas a flora de um país tropical pode ser frutífera durante boa parte do ano e não apresentam essa deciduidade ou caducifolidade (capacidade de uma planta perder suas folhas no outono/inverno) característica presente em plantas de clima frio e temperado.



Conclusão:

Estamos em um país de dimensões continentais, aqui no Brasil temos vários tipos diferentes de domínios climáticos a depender da região, mas tendem a falar como se fôssemos somente uma só massa. O Brasil é imenso!
As pessoas demoram a perceber as coisas. Uma mentira e uma burrice repetidas várias vezes é tomada como verdade.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

A Volta do Rato dos Sintomas!!!

O rato dos sintomas voltou! Contaminado pelas últimas eleições, ele retorna na versão politiqueira.

A propósito: O LULA TÁ PRESO, BABACA!

Quem quiser rever as antigas aventuras mortais do rato dos sintomas, estão neste link aqui.

sábado, 3 de novembro de 2018

Alimentos Indigestos

Nesta postagem vou destacar alguns dos piores produtos que já comi nessa vida. Alguns já saíram de linha, mas outros não sei se ainda existem no mercado. Não sei o que dá na cabeça desse pessoal que lança produtos tão ruins assim.
Vou deixar o pior por último.

(Lembrando ao pessoal que deu por falta das minhas loucuras no Facebook e veio buscar informação aqui, é que levei uma zuckada de 30 dias e vou demorar para aparecer por lá).

Biscoito amanteigado sabor laranja


Até que não era ruim no começo, mas o biscoito era muito seco. Misturado com leite, o gosto ficava horroroso, ficava com gosto de golfada de leite com laranja. Não lembro se era dessa marca aí.



Caldo Knorr de peixe
O sabor lembrava pele de peixe, daquelas que quando o peixe não é bem frito e algumas partes ficam meia cruas, você morde e fica com aquele ranço na boca. Procurei pela internet e ele parou de ser fabricado aqui no Brasil.



Cheetos jogo da velha (Cheetos roxo)
Esse ainda tinha um lado bom, que eram os tazos da Copa de 2002. Mas o sabor eu não gostava, era meio azedo e realmente fedia a meia suja. Ainda bem que foi edição limitada. Muitos o conhecem por Cheetos roxo.



Rosquinhas Sequilho
Bom, os sequilhos que eu conheço não parecem nada com isto. Essas rosquinhas nada mais são do que biscoitos de goma ruins, de sabor horrível e muito doces. São enjoativos demais! Eu não gostei.



Lámen de moqueca
Esse é muito raro. Achei conteúdo tão escasso que acho que era maluquice da minha cabeça, e esse miojo era só minha imaginação, mas não era... Procurei bastante e achei esta raríssima foto em um outro blog que esqueci o endereço (procurei mas não achei mais). Enfim descobri essa "maravilha" lá por volta de 2007/2008 durante umas comprinhas num supermercado bem fuleiro.
Eu já tinha provado um sabor feijão com arroz e achei a maior porcaria, mas não imaginaria a surpresa que este manjar me traria. Este moqueca superou todos os piores sabores possíveis e imagináveis. Ruim, ruim, ruim, que dava dó.
Tentarei explicar gosto: lembrava o de peixe com uma puxada forte de coco e alguma coisa que foi colocada para lembrar azeite de dendê, mas não parecia nada com isto. Era muito ruim, um dos piores alimentos que já provei na vida!

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Café e Maracujá

Hoje eu me submeti a um experimento louco. Doido, porém estupendo. Tomei um café forte e logo após suco de maracujá igualmente forte. Não sei se um corta o efeito do outro ou o que estou sentindo é efeito placebo, mas aqui vai o relato.
Sei que um dos principais efeitos da a cafeína é estimular, deixar acordado, enquanto que o do suco de maracujá é depressor, deixa a pessoa sonolenta e pode baixar a pressão arterial.
Bom, voltando ao que interessa: o que estou sentindo?
Uma espécie de sonolência. Já bocejei umas trinta vezes e uma leve sensação de cansaço
Em compensação, meus olhos estão lacrimejando um pouco de contra a luz do celular e estão com a sensação de não querer fechar, tipo uma leve insônia.
O meu corpo está relaxado, mas firme.
Conclusão. Estou meio que zumbificado: quero dormir, mas também não quero.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

A Terrível Faca de Tomate

É um utensílio aparentemente bem útil e inofensivo, mas potencialmente perigoso! No dossiê de hoje vou explicar porque.

É uma faca com um design muito bonito, serve para cortar finas fatias tomate. A propósito, fatias finas com torrada, queijo e orégano 20-30 segundos no microondas fica explosivamente sensacional!

É perfeita para cortar frutas/legumes em espessura finíssima, realmente é uma ótima ferramenta de trabalho, nas mãos certas, é claro...

Relato pessoal: estava tudo indo muito bem, eu lá cortando um tomatinho e pá até que a mão escorregou e eu fiz um corte feio no dedo com a tal faca. Foi aí que o terror começou... A faca é feita para cortar com o mínimo de delicadeza exercido, o seu microsserrilhado também contribui bastante para isto.


De certo ângulo, o camarada introduz a faca facim facim no bucho de um caboclo infeliz que topar de contra ele. Sorte que é uma faca bem pouco conhecida e pivetes não podem obtê-la facilmente.

Aliás, deveriam fazer um filme cujo assassino porta uma faca de tomate.

Olhando bem seu design, parece muito com as unhas do Freddy Krüeger.

A bicha é bem fina, dá para ser escondida em uma bolsa.

Imagine uma mulher traída e vai lá à noite com a faca de tomate e vuc! Arranca a sua piaba e o saco de uma só vez. Confie...


E assim termina o dossiê de hoje...

domingo, 19 de agosto de 2018

Guerra Total!

Esses meus sonhos dão muito pano pra manga, vou postar outro aqui que sonhei esta madrugada adentro.
Eu sobrevoava uma espécie de plataforma marinha. Carregava um longo tubo que parecia pesar toneladas, mas eu carregava facilmente.
Então, desci, entrei numa espécie de ferry boat e conversei com alguns soldados. Havia alguns rumores de revolta, motim, algo desse tipo, decidi ficar do lado dos revoltosos.
Tentei distrair três generais que estavam na entrada, consegui passar, mas apareci do lado de fora.
Tentei outras entradas, mas eu via inúmeras pessoas lá dentro, a maioria mulheres e crianças, e parecia ser um hospital.
Por fim eu consegui passar por algum lugar e entrei numa sala.
Então vi uma espécie de big boss e fiquei cara a cara com ele.
Por fim, lembro que eu enfrentava um monstro que era uma espécie de chefão e atirava balas de canhão. Só que eu havia transformado todos em pelúcia, as balas voltavam contra ele mesmo.
Claro que ele foi derrotado, depois não lembro mais o que aconteceu.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

O Doido Voador

Esse sonho, lembrei agora há pouco, mas já aconteceu há aproximadamente 1 mês atrás.
Eu fazia voos altíssimos e rasantes bem próximos ao chão em plena cidade.
Não lembro se tinha asas no lugar de braços ou se ora tinha, ora não tinha; então fui visitar uma namorada no sonho, mas não deixaram eu entrar dentro da sua casa! Por muito tentar, conseguid e lá dentro um ambiente estranho então eu saí fora deixando uma bagunça lá hahah! Voei para um apartamento ao lado cheio de estruturas de metal e uma varanda com piso de madeira. Parece que me chamavam para se retratar, mas eu não dei ouvidos e saí voando dali.
Por fim, passou um lapso de tempo e agora eu perseguia um avião ou tentava impedir alguma outra coisa, que também voava, de atacá-lo. Fiz isso com sucesso, fiquei voando pela cidade. Havia vulcões e lugares que já era noite.
Então, acordei...

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Begotten

Um filme considerado do gênero terror/sobrenatural que é bastante comentado pelas redes sociais é o Begotten.
Primeiramente achei que seria uma coisa totalmente assustadora. Esse foi meu primeiro impacto do filme, com o desenrolar da história, leia-se: após minha mente ter se acomodado com aqueles seres de movimentos bizarros, vou contar, no decorrer deste texto, o que eu achei.

Tomei conhecimento do tal Begotten através do YouTube, aliás, lá tem inúmeros vídeos de reviews desse filme de pessoas mais especializadas. Mas resolvi escrever aqui por que eu sempre tenho uma visão diferente das coisas (ou pelo menos acho isso).
Aliás (outra vez) essa foi a motivação de abrir esse tópico de cinema aqui no blog, lembrando que aqui tem spoiler.

Enfim, sem mais delongas, o filme de 1991 do diretor E. Elias Merhige começa com uma reflexão sobre tempo e pessoas cuja profissão é relacionada com registrar fatos.
Portadores de linguagem*, Fotógrafos, Cronistas** 
Vocês com suas memórias estão mortos, congelados
Perdidos em um presente que nunca para de passar
Aqui vive o encantamento da matéria
Uma linguagem para sempre.


E então (realmente) começa o filme...

O cenário é estranho, atormentador e a filmagem totalmente em preto e branco contribui para isso, por que não há como distinguir alguns objetos, silhuetas, profundidades.

A trilha sonora do filme contribui para torná-lo mais insólito ainda, ao fundo sempre malditos grilos permanentemente cricrilando. Aí então eu já comecei a ficar puto, mas continuei a assistir.

Os personagens "humanos" abusam de expressões faciais e movem-se parecendo que estão tendo uma ataque epiléptico ou de convulsão misturado com Doença de Parkinson.
Começa um ser esquisito, cuspindo um fluido negro - e isto é recorrente nesse filme - e depois uma automutilação. Particularmente o que mais me incomoda é a textura do que ele retira do seu corpo, realmente é muito bem feito e assustador! Me parece que ele morre, então entra outra personagem em cena, uma mulher.


O amor é lindo

Quase todo filme que se preze tem a sua cena de romance ou o par romântico. Mas quando falamos de Begotten, pode imaginar as coisas mais bizarras e nojentas que você tenha em mente que já viu em um filme. Multiplique por 10, que não dará nem a metade da cena que que rolou.
Desenrola-se aí uma das cenas mais loucas que eu já vi em um filme:
Não sei se a sequência aconteceu de verdade, mas após o encontro de uma mulher totalmente esquisita com o ser que estava se auto mutilando. Ela aproveita o caboclo lá deitado (na minha opinião, já estava morto), e começa a manusear a minhoca do mesmo. Rola uma cabeçada no céu da boca surreal em seguida de descabelamento de palhaço.
Daí, corta para a cena onde cai aquele famoso liquido leitoso no ventre da mulher (na verdade estava com uma consistência bem estranha, mas considerando que eles são seres de outra dimensão, provavelmente é normal).
Ela começa a se lambuzar com aquilo e desce com a mão até a sua barata peluda (e bota peluda nisso), passa aquilo na cabeleira e, por fim, introduz lá e depois todo mundo sabe o que acontece...
Notei que é daí então a sacada do filme: Begotten significa "Gerado". O Diretor foi um cara genial, convenhamos!
E é a esse ser gerado de uma forma bastante original que o resto do enredo do filme se volta, assim que nasce, a mãe desnaturada o abandona numa espécie de lixão. Ele se contorce mais que um gato com dor de barriga e faz os mais perturbadores movimentos e sons. Aparecem outros personagens encapuzados andarilhos que puxam e repuxam o dito-cujo e fazem-no de gato e sapato. A partir daqui eu comecei a ficar puto com o filme e os movimentos mais repetitivos que convulsivos do Begotten e dos encapuzados. Me encheu o saco e deu mais sono do que apavorou.
E os grilos continuavam a cricrilar...
O Begotten cresceu, caiu no mundo, tomou-lhe uma bela pedrada, foi esculachado, bolinado, cuckado e foi feliz para sempre (só que não).
E os grilos cricrilando deram lugar a passarinhos trinando. Flores murchas a plantas germinando.

Faz biquinho po pai...
ODIIIIIIIIIIIIIIIIIIN!!!


E então...

Na minha opinião, é um filme que passa muito longe de ensinar lição alguma a alguém, é um filme apenas para ser visto. Cabe, sim, alguma reflexão sobre vida, morte e origem das coisas quando o nome dos personagens são revelados bem no final. Muita gente o achou um filme assustador; pra falar a verdade, achei bem estranho de início, mas depois com minha cabeça de doido, comecei a fazer graça. Tanto que a matéria aqui tem um tom cômico. Para mim, o mais interessante foi o empenho do elenco, que se submeteu a se espojar em lama, água parada, dentre outras porcarias.
Enfim, como eu falei, é um filme feito para ser visto e ficar impactado com a performance dos atores, sons, movimentos, sombras. Em mim deu mais sono que outra coisa, mas vale a pena ver pela estética diferente que ele traz.




Imagem relacionada
Balança, caixão! Balança, caixão!


Notas de rodapé
* Language bearers, pode significar aqueles que sustentam/abarcam uma linguagem.
** Diary makers, entendi que significa alguém que relata através da escrita. Quem faz isto é o cronista. Mas a tradução também pode significar escritores de diário, agenda ou até mesmo jornalistas.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Novo Dinossauro Descoberto

BR HUE HUE!


Nome Científico: Brasilossaurus rex
Tamanho: Enorme
Peso: Plus size
Período: Pentássico
Alimentação: Farofívora




Meu Deus, que mente fértil...

Postagem em destaque

Dia das Laranjas Assassinas

Finalmente, a sequência da Noite das Laranjas Assassinas está aqui! É a continuação da história, explorando os acontecimentos das laranjas...