sexta-feira, 24 de julho de 2020

Coronel Caroliano - A Caçada Continua

Agora que a gravação está disponível e todos podem ouvir, não vou me dar por satisfeito até encontrar origens de quem foi o criador do personagem Coronel Caroliano e do programa Rádio Sacanagem. 
Vou tentar descobrir quem o criou, o ano que o programa foi ao ar, enfim, tentar descobrir como tudo começou.

Já temos algumas pistas: 

1 - Pelo sotaque do Cel. Caroliano, dá para perceber que foi um programa APARENTEMENTE criado na região nordeste do Brasil; se não foi no nordeste, foi na região centro-oeste porque no programa é mencionada algumas vezes a cidade de Ceilândia, que fica no Distrito Federal. Mas com quase toda certeza, é bem provável que foi criado no nordeste mesmo; 
2 - Foi gravado no final dos anos 80 ou início dos 90, segundo relato de uma pessoa que ainda tem a fita.

O Coronel Caroliano parece ser uma paródia de um personagem chamado Coronel Ludugero, que tem um programa um pouco parecido (só que sem nenhum palavrão e p*taria). Muito famoso nos anos 70, se não estou enganado, e a inspiração para sua criação pode ter surgido daí.
Aliás, Coronel Ludugero é um poço de castidade perto do Coronel Caroliano.

Enfim, talvez eu crie outro blog com tudo sobre o Coronel Caroliano e a Rádio Sacanagem para centralizar as informações. Mas isso fica suspenso por enquanto...

terça-feira, 21 de julho de 2020

Coronel Caroliano - Programa Completo

Tudo começou com essa postagem aqui do blog, em 2016, onde eu relembrava um programa de rádio gravado em uma fita K7, então comecaram as buscas.
Era o programa de rádio calibrado com palavrão e putaria por segundo. Mas, chega de conversa! Finalmente ele foi encontrado!!!
E agora está aqui para todos que procuraram ou ainda estão procurando o Programa Rádio Sacanagem do Coronel Caroliano. O programa inteiro, minha gente!
Os créditos são totalmente do cabra Flávio Almeida, de Recife no estado de Pernambuco, que tinha a fita em casa desde o início dos anos 90, gravou para mp3 e upou para a alegria dos que andavam procurando que nem loucos. 
Ela pode ser baixada em mp3 seguindo esse link AQUI.
Um muito obrigado a todos que procuraram e mais uma vez, obrigado especial a Flávio Almeida de Recife-PE.
 
Algumas pessoas falaram que o link está com problema, então upei no Youtube.







quinta-feira, 26 de março de 2020

Os Programas Mais Idiotas da TV - Jornal Alarmismal

Não, o blog ainda não terminou. Estou sem computador, mas assim que recuperá-lo volto com as postagens de encerramento.
Mas, em meio a loucuras apocalípticas do COVID-19, mais conhecido como coronga vírus, deixo aqui registrada minha indignação com o escarcéu que a mídia vem fazendo por cima da doença, que, mais cedo ou mais tarde, todo mundo vai contrair. 
A televisão fica horas e horas falando ininterruptamente do mesmo assunto, alimentando um monstro que eles mesmos criaram.

Coisas que observei:

- Só falam nas mortes;
- Não falam nas pessoas que já foram curadas;
- Não levam em consideração a densidade demográfica, costumes, higiene, alimentação, clima, hábitos de cada país, enfim... é uma análise rasa que passam como verdades absoluta;
- Falam como se contrair o vírus fosse uma sentença de morte e não é assim. Tanto que praticamente zero crianças foram vítimas e as pessoas que morreram, tinham um quadro médico com outras complicações;
- Ainda não vi entrevistarem um ambulante, um autônomo, um pequeno empresário, todas essas pessoas que dependem muito da economia local. 

Os políticos não ficam atrás nessa: pegando carona na desgraça superestimada, aparecem pra "mostrar serviço", não sabendo que estão atrapalhando a vida da população com medidas absurdas e pouco a pouco inflando a crise econômica que com certeza vai arrastar todo o país. 
Outros fazem isso para atacar o presidente Bolsonaro, porque claro, muito mais fácil apontar falhas alheias do que as próprias. Fora a roubalheira que vai acontecer com todo esse dinheiro liberado emergencialmente. Anote aí: a corrupção é pior do que o corona vírus.

Todo mundo sabe que tem que se cuidar, é importantíssimo seguir as recomendações de higiene e evitar as aglomerações, mas fechar tudo, impedir a liberdade de circulação é loucura. A histeria é desnecessária, os jornais só mostram o que eles querem que você pense que é verdade, e não é assim. Ainda bem que temos a internet.
Imagine na guerra...

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Bateau Murcho (Sequel)

Essa história é um crossover entre o Batô Murcho e a Guerra da Manguaça, ela está inacabada e eu estava literalmente desenhando quadro a quadro. Sempre que tinha algum tempo, eu desenhava um quadro. Até que deixei de lado. Eu bem que poderia terminar, mas tenho outras coisas para terminar, então, por eliminação e prioridades, esse blog e tudo que eu estava fazendo para postar ficaram por último.
Agora vou descrever toda a história. Pela sequência, ela culminaria na Guerra da Manguaça 2.

A garota, personagem do Batô Murcho, que sobreviveu ao naufrágio do barco, chega até uma ilha deserta. Justamente na Ilha dos Birutas, onde aconteceu a principal batalha da Guerra da Manguaça. 
A Ilha dos Birutas é onde se localiza o último depósito de cachaça do mundo, o que, a propósito, desencadeou a guerra.
É nesta ilha que se encontram Mandala e seu bicho de estimação a fera, o Glii boy e o Kid Farelo.
Glii boy está sendo treinado por Mandala, enquanto Kid fica se embebedando na ilha.
Após atracar na ilha e ter uma retrospectiva dos acontecimentos que passou na memória, a garota sai andando e encontra muitos ossos, que foram dos loucos mortos na intensa batalha. Ela se apavora, e sai correndo e dando gritos pela ilha, que são ouvidos pelo trio de cachaceiros, que vão ao se encontro.
Não muito longe dali, o namorado da garota também sobreviveu ao naufrágio após ser regurgitado pelo tubarão que lhe devorou. Isso é uma piada por ele ser uma pessoa insuportável e indigesta.


Neste segundo quadro abaixo, há um salto temporal que pode ter sido de aproximadamente algumas semanas ou meses. Todos estão adaptados à sua vida na ilha. Kid Farelo continua bebendo muito, Mandala caça gado com a náufraga para se alimentarem e treina o Glii boy. O náufrago e Glii boy resolvem juntar madeira para construir uma jangada e sair daquela ilha.
Após abrir outro barril, Farelo prova e vê que aquilo não é cachaça, mas água, e fica extremamente enfurecido. Abre outro, prova e percebe que também é água, e assim sucessivamente. 
A lenda da ilha da cachaça foi uma farsa ou eles foram roubados?
Ele fica louco, ensandecido, socando o chão até que ouve um barulho metálico muito suspeito e resolve cavar...
- Vocês ouviram isso? 
- Sim é um som metálico.
- Eu vou cavar, respondeu Farelo - pode ser que ainda haja alguma coisa aqui embaixo...
E começou a cavar...


Neste terceiro quadro, após cavar, Farelo encontra uma grande placa de metal cheia de inscrições de um alfabeto desconhecido. 
Ele encontra uma espécie de botão, aperta e a placa se revela como uma porta de entrada para uma escadaria debaixo do chão.
Após sentir o aroma de cachaça, ele resolve descer juntamente com sua arma de confiança.
Mandala também decide descer e fala ao Glii boy que será uma ótima oportunidade para ele demonstrar suas capacidades em artes marciais, já que poderia haver muito perigo lá embaixo.
O rapaz náufrago hesita em pular, mas logo toma um chute no traseiro da sua namorada, a garota náufraga e rola escada abaixo. Lá embaixo, percebe-se que é uma estrutura bastante complexa. 



A partir daqui não há mais desenhos, porque seria apenas uma introdução para a Guerra da Manguaça 2, então vou descrever como eu planejava terminar o restante da história.
 
 
Continuando a história, eles acabam a cachaça, mas descobrem que a metade ali era água engarrafada e que alguém tinha roubado toda a cachaça inclusive a santa-cana.
Após encontrarem a entrada, eles descem. Lá embaixo, há um tipo de guardião, que é facilmente derrotado.


Descendo mais alguns níveis, há uma espécie de bunker, que funciona como alambique para fazer mais cachaça, alguns malucos remanescentes são enfrentados, incluindo Zeca Corotinho (ataca com golpes de samba).

Após descer mais escadas, descobre-se que eles estavam na verdade dentro de uma nave espacial e alienígenas detiveram o poder daquela alambique e mina de cachaça por que eles gostavam e por isso tinham aversão a agua (referencia a piada de bêbado e ao filme Sinais, onde os ETs se queimam com água) "susto no fígado", "água é o maior inimigo do cachaceiro", etc.

O Gliie boy e o Bicho são capturados pelo ET e são fundidos em uma máquina de fusão, eles se tornam um só - esta seria uma estratégia minha para diminuir o número de personagens que teria que desenhar.

Mais abaixo, havia uma fonte que minava cachaça, lá ha duas guardiões Lindsay Lorrã e Amy CanaHouse.
Amy Canahouse é uma antiga conhecida do Tony Farelo, eles já tiveram um quase romance, estava ali em busca da Santa Cana e sofreu lavagem cerebral, acontece uma briga terrível, mas um gole e cachaça do Mandala a faz recuperar a memória e ela agora faz parte do grupo dos hérois.

Mais uma revelação: a Santa Cana era uma farsa, pois os ETs desejavam fazer a melhor cachaça, acabava capturando as vítimas que eram exímios cachaceiros e os fazia de escravos para fazer mais cachaça e torná-los guarda-costas no caso de alguma invasão.

O pau come mais uma vez, eles vencem, é claro.
No final, eles rumam à costa da cidade em um disco voador, chegando lá, deparam-se com o caos total e o ataque das laranjas-zumbis: é o começo do Apocalipse das Laranjas Assassinas, que seria outra webcomic.


 
 
 
 

sábado, 24 de agosto de 2019

Caçada Pelos Biscoitos Perdidos dos anos 90 - Parte I


O recheado quindim da Gulosos, simplesmente inigualável!

A bola da vez foi lembrar de alguns biscoitos (ou bolachas) "obscuros" que eu achava uma delícia e sumiram das prateleiras do mercado. Então decidi escrever aqui o início (talvez) de uma caçada por estes biscoitos ou pelos similares que os substituíram. Considero obscuros porque já falei deles para algumas pessoas, mas muitas delas desconheciam da existência dessas iguarias.
Eram as delícias dos anos 90 e da primeira década do ano 2000 na opinião de uma (outrora) criança "cevada" que não dispensava nenhum tipo de guloseima (eu) 😂. E acreditem, tenho uma boa memória gustativa: lembro até do gosto da papinha que comia quando era bebê!


URSINHOS COMILÕES


O primeiro era o biscoito dos ursinhos da Richester. A embalagem era chamativa e bem vermelha, talvez por isso eu lembre bastante dela.
Não era o biscoito Fofis (que também é bom e tinha formato de ursinhos), ele era tipo um Bis mais macio e longo, totalmente coberto com chocolate e vinham uns 6 biscoitos na embalagem. A embalagem tinha os seus mascotes: dois ursinhos amarelados com chapéus de chef, comendo chocolate.

O chocolate... Bem, não era bem um chocolate, mas lembro que não eram tão doces quanto os chocolates fake atuais, cheios de gordura hidrogenada. Até nisso os caras eram bons.

Com uma pesquisada rápida, encontrei o nome: Lanchester, mas agora responde pela linha Amori da Richester. Infelizmente, retiraram os ursinhos e o segundo mascote da embalagem (que se parece muito com o mascote da Milkybar) após uma reformulação da marca, mas o produto ainda continua no mercado. Não sei se ainda continua com o mesmo sabor. Aliás, a queda da qualidade de vários biscoitos recheados merece uma matéria só dela, aguardem!

Os ursinhos devorando o biscoito

O segundo mascote. Será que é parente do mascote da Milkybar?

A embalagem atual


O BISCOITO MISTERIOSO 

"Mila, Mileto, Miller, Müller"... Não lembro o nome. Mas a embalagem era azul escura, com várias linhas finas em azul claro, formando quadrinhos. Espero que não esteeja sob o Efeito Mandela (memória falsa).
Acho que tinha escrito vitaminado na embalagem. Os biscoitos eram quadrados, não tinham recheio e eram muito bons. Mas muito bons mesmo. Talvez foi um dos melhores que já provei na vida. Crocantes, não muito doces e tinham um cheiro sensacional. Pareciam ter saído do forno recentemente. Provavelmente eram amanteigados de leite ou leite maltado e pela fraca memória desse biscoito que ainda guardo, o sabor parecia um pouco o Biscoito Piraquê da vaquinha (leite maltado). 

Cada embalagem vinha com uns 6 ou 8 biscoitos (três em cada lado), todos meio quadrados ou retangulares de tamanho um pouco maior que uma cream cracker convencional. O sabor e o cheiro desses biscoitos eram sensacionais! Eu lembro que de vez em quando meu pai comprava.
Nunca mais vi sombra desses biscoitos no supermercado e também nunca vi ninguém falando deles pela internet. Pode ser fruto da minha imaginação, a não ser que outra pessoa lembre. 
Fica aqui a deixa para quem lembra ou tem mais informações, escrever aí no comentário.
Já que não achei imagem, pedi à inteligência artificial para ilustrar como ele era mais ou menos.


PALHACITOS?

Biscoito com Recheio Confeitado Também tinha um biscoito com muito confeito colorido no recheio, desconheço o nome. Algumas pessoas me falaram que pode ser o Palhacitos, mas não era esse. O recheio era branco, com sabor de baunilha, ou morango e realmente vinha muito confeito em formato de bolinhas bem pequenas. Era legal derreter o recheio na boca e depois ficar mastigando os confeitos.


UM DOS MELHORES

O próximo da lista é o biscoito Parmalat de chocolate (não era o Kid Lat). Lembro que era incrivelmente bom, o recheio era diferente. Não era muito açucarado,e a parte do biscoito não era enjoativa. Enfim, este biscoito era diferente! Era fora de série e um dos melhores sabores na minha memória. Segundo o registro mais antigo do site deles no Wayback Machine, os biscoitos da marca eram fabricados com "o mais puro Leite Parmalat".
Infelizmente, a Parmalat faliu, mas mesmo antes disto o biscoito foi perdendo o sabor que tinha.
O biscoito ainda existe por aí, agora fabricado pela Duchen. Ainda não provei para saber se é a mesma fórmula antiga. Um dos únicos resquícios da imagem desse biscoito é esse molde aí embaixo.
Biscoito Parmalat, esse ficou só na saudade...

BA-NA-NA

Havia também um biscoito Recheado de Banana da Belavista (este ainda se encontra por aí em qualquer mercearia, mercadinho ou birosca), lembro que na época eu comprava por míseros 50 centavos, provei todos os sabores, mas o de banana era sensacional (até hoje em dia não se acha biscoitos recheados sabor banana tão facilmente). Era o tipo de biscoito que você pensava que seria ruim porque era barato, mas acabava te surpreendendo.




MENÇÕES HONROSAS


Biscoito Gulosos sabor Quindim 
esse eu não lembraria se não visse que tinham várias pessoas fuzilando a Bauducco no site Reclame Aqui por retirarem esse biscoito de circulação e pedindo a sua volta.
A empresa alegou que o biscoito tinha baixa saída (acho que temos alguém mentiroso aqui). Eu achava um pouco doce, mas era muito bom. Tinha uns pedacinhos de coco meio secos, apesar disso o sabor era bastante único e quem provou nunca esqueceu. Só comi uma vez ou duas, depois nunca mais: quando procurei novamente o biscoito já não estava mais entre nós.Trágico! 
O que restou foi apenas essa imagem embaçada.




Biscoito de Coco da Nestlé. Hoje o biscoito está sob a marca Nesfit; é integral, tem formato redondo, não tem mais os grãozinhos de açúcar em cima nem o desenho em relevo da cabana na praia. Não é ruim de todo, mas não chega aos pés da versão original.
Resultado de imagem para biscoito coco nestle
Biscoito Parmalat do Senninha. Esse nunca provei, mas vale a pena mencionar. Era da falecida Parmalat, o biscoito era de leite, meio amarelado e o recheio era de chocolate. Pela imagem parece bastante com o antiguíssimo biscoito do Sonic dos anos 90, que nem imagem tem, só vejo o povo comentando e em propagandas de gibi antigos.




Biscoito da TV Colosso. Pelo que pesquisei, esses biscoitos vinham em um saco (tipo saco de salgadinho) no sabor morango e chocolate, sem recheio. Dificilmente você encontra biscoito de morango sem recheio.

Marilan Distração Goiaba. Alguns acham esse produto sem graça, mas eu achei uma ideia porreta de sensacional colocar uma parte de outro sabor numa simples bolacha de maisena. Hoje em dia existem diversos sabores desse biscoito, mas retiraram o de goiaba de circulação. Existia também um sabor café, ou era capuccino.

Biscoito Festiva Pamonha Essa iguaria era excepcionalmente diferenciada pela ousadia de criarem um biscoito sabor milho verde e recheado. Não era lá grande coisa, mas também não era ruim. A única imagem disponível na internet é esta. Só quem provou sabe do que tô falando.

E ZÉ FINI...

Muita gente reclama que as bolachas atuais nunca vão superar as mais antigas, isso tem um fundo de verdade. Até as embalagens perderam a mágica, principalmente biscoitos que vinham em formas diferentes ou com personagens estampados. Muitas pessoas em diversos fóruns e comentários na internet afirmam que isso na verdade pode até ter motivações políticas. A questão do sabor e diminuição do tamanho é outra história que, como já disse, farei uma postagem só tratando desse assunto. 
Toda essa confusão me lembrou dos mascotes do suco Kapo logo quando foi lançado, que tinham características de personagens de anime, depois foram substituídos por animais escrotaços em 3D.

Imagem relacionada

O Kapo atualmente...



Outros biscoitos que merecem ser lembrados pela meteórica aparição foram o Bis Yogo e o Trakinas Limão, que farei postagem só deles. Aguardem novidades!


segunda-feira, 22 de julho de 2019

Uma Minúscula História Monocromática de Suspense Nonsense (Até Certo Ponto) Sem Final Definido: Episódio 3

Parte final (?), mais mal desenhada e nonsense que as anteriores, só fiz porque tive um tempinho e nunca mais desenhei nada no Paint. Isso são coisas que surgem na minha cabeça, tive vontade de desenhar e dá nisso aí: 9 anos de um blog totalmente doido e caquético.

Quem quiser rever as outras partes, estão abaixo.
Parte 1
Parte 2


quarta-feira, 26 de junho de 2019

Vôos da Destruição

Já estava a bastante tempo sem sonhar um igual ao da noite passada e este sonho foi bastante longo, parece que foi pra compensar.
Então começou: eu estava numa praia, uma estrada meio deserta, mas passava carros e pessoas.
De repente, vi um prédio muito alto e inacabado. Ainda não tinha reboco, mas muitas pessoas estavam dentro.
Eu entrei e mantive contato com aquelas pessoas, mas a partir de certo momento a treta começou. Não sei bem o que era, mas começou uma espécie de batalha: todos eles contra mim.
Então eu tinha o poder de voar e saí, na maior velocidade atravessava o predio várias vezes e enfraquecer sua estrutura, até que ele tombou.
Essa parte foi mais legal, porque eu sentia que controlava o vôo. Olhei para baixo e estava relativamente bem alto. Sentia até o vento... Incrível!
Logo após isto eu já estava em outro prédio onde estava acontecendo uma espécie de feira de ciencias. Fui caminhando e achei uma sacola plástica no chão, pus na boca (imbecil hauahaua) e alguém me disse que estava contaminada por ratos, eu cuspi tudo fora.
Depois eu apareci em uma praia/cidade passeando com uma jornalista. Pedimos um lanche e eu não lembro de mais nada...

Analisando essa história depois fui ver que tem traços parecidos com a do Superman: capacidade de voar e a aparição da jornalista, só que não lembro se estava lendo algo do Superman no dia anterior.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Teleco, o Coelhinho

A primeira vez que li este conto foi naquela coleção Para Gostar de Ler e não a entendi muito bem.
Voltei diversas vezes para ler o final. Como uma coisa daquelas seria possível???
É uma história meio boba no início, mas vai tomando proporções maiores até... o final... Mostra como as coisas na vida mudam, relações entre pessoas, etc.
Murilo Rubião é um autor sensacional.


“Três coisas me são difíceis de entender, e uma quarta eu a ignoro completamente: o caminho da águia no ar, o caminho da cobra sobre a pedra, o caminho da nau no meio do mar, e o caminho do homem na sua mocidade.”

(Provérbios, XXX, 18 e 19)



– Moço, me dá um cigarro?

A voz era sumida, quase um sussurro. Permaneci na mesma posição em que me encontrava, frente ao mar, absorvido com ridículas lembranças.

O  importuno pedinte insistia:

–    Moço, oh! Moço! Moço me dá um cigarro?

Ainda com os olhos fixos na praia, resmunguei:

Vá embora, moleque, senão chamo a polícia.

–    Está bem, moço. Não se zangue. E, por favor; saia da minha frente, que eu também gosto de ver o mar.

Exasperou-me a insolência de quem assim me tratava e virei-me, disposto a escorraçá-lo com um pontapé. Fui desarmado, entretanto. Diante de mim estava um coelhinho cinzento, a me interpelar delicadamente:

– Você não dá é porque não tem, não é, moço?

O seu jeito polido de dizer as coisas comoveu-me. Dei-lhe o cigarro e afastei-me para o lado, a fim de que melhor ele visse o oceano. Não fez nenhum gesto de agradecimento, mas já então conversávamos como velhos amigos. Ou, para ser mais exato somente o coelhinho falava. Contava-me acontecimentos extraordinários, aventuras tamanhas que o supus com mais idade do que realmente aparentava.

Ao fim da tarde, indaguei onde ele morava. Disse não ter morada certa. A rua era o seu pouso habitual. Foi nesse momento que reparei nos seus olhos. Olhos mansos e tristes. Deles me apiedei e convidei-o a residir comigo. A casa era grande e morava sozinho   acrescentei.

A explicação não o convenceu. Exigiu-me que revelasse minhas reais intenções:

Por acaso, o senhor gosta de carne de coelho? Não esperou pela resposta:

– Se gosta, pode procurar outro, porque a versatilidade é o meu fraco.

Dizendo isto, transformou-se numa girafa.

– A noite – prosseguiu – serei cobra ou pombo. Não lhe importará a companhia de alguém tão instável?

Respondi-lhe que não e fomos morar juntos.

Chamava-se Teleco.

Depois de uma convivência maior, descobri que a mania de metamorfosear-se em outros bichos era nele simples desejo de agradar ao próximo. Gostava de ser gentil com crianças e velhos, divertindo-os com hábeis malabarismos ou prestando-lhes ajuda. O mesmo cavalo que, pela manhã, galopava com a gurizada, à tardinha, em lento caminhar, conduzia anciãos ou inválidos às suas casas.

Não simpatizava com alguns vizinhos, entre eles o agiota e suas irmãs, aos quais costumava aparecer sob a pele de leão ou tigre. Assustava-os mais para nos divertir que por maldade. As vítimas assim não entendiam e se queixavam à polícia, que perdia o tempo ouvindo as denúncias. Jamais encontraram em nossa residência, vasculhada de cima a baixo, outro animal além do coelhinho. Os investigadores irritavam-se com os queixosos e ameaçavam prendê-los.

Apenas uma vez tive medo de que as travessuras do meu irrequieto companheiro nos valessem sérias complicações. Estava recebendo uma das costumeiras visitas do delegado, quando Teleco, movido por imprudente malícia, transformou-se repentinamente em porco-do-mato. A mudança e o retorno ao primitivo estado foram bastante rápidos para que o homem tivesse tempo de gritar. Mal abrira a boca, horrorizado, novamente tinha diante de si um pacifico coelho:

O  senhor viu o que eu vi?

Respondi, forçando uma cara inocente, que nada vira de anormal.

O homem olhou-me desconfiado, alisou a barba e, sem se despedir, ganhou a porta da rua.

A mim também me pregava peças. Encontrava-se vazia a casa, já sabia que ele andava escondido em algum canto, dissimulado em algum pequeno animal. Ou mesmo no meu corpo sob a forma de pulga, fugindo-me dos dedos, correndo pelas minhas costas. Quando começava a me impacientar e pedia-lhe que parasse com a brincadeira, não raro levava tremendo susto. Debaixo das minhas pernas crescera um bode que, em disparada, me transportava até o quintal. Eu me enraivecia, prometia-lhe uma boa surra. Simulando arrependimento, Teleco dirigia-me palavras afetuosas e logo fazíamos as pazes.

No mais, era o amigo dócil, que nos encantava com inesperadas mágicas. Amava as cores e muitas vezes surgia transmudado em ave de todas as espécies inteiramente desconhecidas ou de raça já extinta.

Não existe pássaro assim!

Sei. Mas seria insípido disfarçar-me somente em animais conhecidos.

O primeiro atrito grave que tive com Teleco ocorreu um ano após nos conhecermos. Eu regressava da casa da minha cunhada Emi, com quem discutira asperamente sobre negócios de família. Vinha mal-humorado e a cena que deparei ao abrir a porta da entrada, agravou minha irritação. De mãos dadas, sentados no sofá da sala de visitas, encontravam-se uma jovem mulher e um mofino canguru. As roupas dele eram mal talhadas, seus olhos se escondiam por trás de uns óculos de metal ordinário.

O  que deseja a senhora com esse horrendo animal? – perguntei, aborrecido por ver minha casa invadida por estranhos.

– Eu sou o Teleco – antecipou-se, dando uma risadinha.

Mirei com desprezo aquele bicho mesquinho, de pêlos ralos, a denunciar subserviência e torpeza. Nada nele me fazia lembrar o travesso coelhinho.



Neguei-me a aceitar como verdadeira a afirmação, pois Teleco não sofria da vista e se quisesse apresentar-se vestido teria o bom gosto de escolher outros trajes que não aqueles.

Ante a minha incredulidade, transformou-se numa perereca. Saltou por cima dos móveis, pulou no meu colo. Lancei-a longe, cheio de asco.

Retomando a forma de canguru, inquiriu-me, com um ar extremamente grave:

– Basta esta prova?

– Basta. E daí? O que você quer?

-De hoje em diante serei apenas homem.

 -Homem? – indaguei atônito. Não resisti ao ridículo da situação e dei uma gargalhada:

– E isso?   Apontei para a mulher. É uma lagartixa ou um filhote de salamandra?

Ela me olhou com raiva. Quis retrucar, porém ele atalhou:

– É Tereza. Veio morar conosco. Não é linda?

Sem dúvida, linda. Durante a noite, na qual me faltou o sono, meus pensamentos giravam em torno dela e da cretinice de Teleco em afirmar-se homem.

Levantei-me de madrugada e me dirigi à sala, na expectativa de que os fatos do dia anterior não passassem de mais um dos gracejos do meu companheiro.

Enganava-me. Deitado ao lado da moça, no tapete do assoalho, o canguru ressonava alto. Acordei-o, puxando-o pelos braços:

– Vamos, Teleco, chega de trapaça.

Abriu os olhos, assustado, mas, ao reconhecer-me, sorriu:

-Teleco?! Meu nome é Barbosa, Antônio Barbosa, não é, Tereza?

Ela, que acabara de despertar, assentiu, movendo a cabeça. Explodi, encolerizado:

– Se é Barbosa, rua! E não me ponha mais os pés aqui, filho de um rato!

Desceram-lhe as lágrimas pelo rosto e, ajoelhado, na minha frente, acariciava minhas pernas, pedindo-me que não o expulsasse de casa, pelo menos enquanto procurava emprego.

Embora encarasse com ceticismo a possibilidade de empregar-se um canguru, seu pranto me demoveu da decisão anterior, ou, para dizer a verdade toda, fui persuadido pelo olhar súplice de Tereza que, apreensiva, acompanhava o nosso diálogo.

Barbosa tinha hábitos horríveis. Amiúde cuspia no chão e raramente tomava banho, não obstante a extrema vaidade que o impelia a ficar horas e horas diante do espelho. Utilizava-se do meu aparelho de barbear, da minha escova de dente e pouco serviu comprar-lhe esses objetos, pois continuou a usar os meus e os dele. Se me queixava do abuso, desculpava-se, alegando distração.

Também a sua figura tosca me repugnava. A pele era gordurosa, os membros curtos, a alma dissimulada. Não media esforços para me agradar, contando-me anedotas sem graça, exagerando nos elogios à minha pessoa.

Por outro lado, custava tolerar suas mentiras e, às refeições, a sua maneira ruidosa de comer, enchendo a boca de comida com auxílio das mãos.

Talvez por ter-me abandonado aos encantos de Tereza, ou para não desagradá-la, o certo é que aceitava, sem protesto, a presença incômoda de Barbosa.

Se afirmava ser tolice de Teleco querer nos impor sua falsa condição humana, ela me respondia com uma convicção desconcertante:

       – Ele se chama Barbosa e é um homem.

O canguru percebeu o meu interesse pela sua companheira e, confundindo a minha tolerância como possível fraqueza, tornou-se atrevido e zombava de mim quando o recriminava por vestir minhas roupas, fumar dos meus cigarros ou subtrair dinheiro do meu bolso.

Em diversas ocasiões, apelei para a sua frouxa sensibilidade, pedindo-lhe que voltasse a ser coelho.

Voltar a ser coelho? Nunca fui bicho. Nem sei de quem você fala.

– Falo de um coelhinho cinzento e meigo, que costumava se transformar em outros animais.

Nesse meio tempo, meu amor por Tereza oscilava por entre pensamentos sombrios, e tinha pouca esperança de ser correspondido. Mesmo na incerteza, decidi propor-lhe casamento.

Fria, sem rodeios, ela encerrou o assunto:

– A sua proposta é menos generosa do que você imagina. Ele vale muito mais.

As palavras usadas para recusar-me convenceram-me de que ela pensava explorar de modo suspeito às habilidades de Teleco.

Frustrada a tentativa do noivado, não podia vê-los juntos e íntimos, sem assumir uma atitude agressiva.

O canguru notou a mudança no meu comportamento e evitava os lugares onde me pudesse encontrar.

Uma tarde, voltando do trabalho, minha atenção foi alertada pelo som ensurdecedor da eletrola, ligada com todo o volume. Logo ao abrir a porta, senti o sangue afluir-me à cabeça: Tereza e Barbosa, os rostos colados, dançavam um samba indecente.

Indignado, separei-os. Agarrei o canguru pela gola e, sacudindo-o com violência, apontava-lhe o espelho da sala:

-É tu, não é um animal?

-Não, sou um homem! – E soluçava, esperneando, morto de medo pela fúria que via nos meus olhos.

A Tereza, que acudira, ouvindo seus gritos, pedia:

– Não sou um homem, querida? Fala com ele:

-Sim, amor, você é um homem.

Por mais absurdo que me parecesse, havia uma trágica sinceridade na voz deles. Eu me decidira, porém. Joguei Barbosa ao chão e lhe esmurrei a boca. Em seguida, enxotei-os.

Ainda da rua, muito excitada, ela me advertiu:

– Farei de Barbosa um homem importante, seu porcaria!



Foi a última vez que os vi. Tive, mais tarde, vagas notícias de um mágico chamado Barbosa a fazer sucesso na cidade. A falta de maiores esclarecimentos, acreditei ser mera coincidência de nomes.

A minha paixão por Tereza se esfumara no tempo e voltara o interesse pelos selos. As horas disponíveis eu as ocupava com a coleção.

Estava, uma noite, precisamente colando exemplares raros, recebidos na véspera, quando saltou, janela adentro, um cachorro. Refeito do susto, fiz menção de correr o animal. Todavia não cheguei a enxotá-lo.

      – Sou o Teleco, seu amigo, afirmou, com uma voz excessivamente trêmula e triste, transformando-se em uma cotia.

-E ela?   Perguntei com simulada displicência.

-Tereza…  sem que concluísse a frase, adquiriu as formas de um pavão.

Havia muitas cores… O circo… Ela estava linda… Foi horrível…   Prosseguiu, chocalhando os guizos de uma cascavel.

Seguiu-se breve silêncio, antes que voltasse a falar:

-O uniforme… muito branco… cinco cordas… amanhã serei homem… – as palavras saíam-lhe espremidas, sem nexo, à medida que Teleco se metamorfoseava em outros animais.

Por um momento, ficou a tossir Uma tosse nervosa. Fraca, a princípio, ela avultava com as mutações dele em bichos maiores, enquanto eu lhe suplicava que se aquietasse. Contudo ele não conseguia controlar-se.

Debalde tentava exprimir-se. Os períodos saltavam curtos e confusos.

– Pare com isso e fale mais calmo – insistia eu, impaciente com as suas contínuas transformações.

-Não posso, tartamudeava, sob a pele de um lagarto.

Alguns dias transcorridos perdurava o mesmo caos. Pelos cantos, a tremer, Teleco se lamuriava, transformando-se seguidamente em animais os mais variados. Gaguejava muito e não podia alimentar-se, pois a boca, crescendo e diminuindo, conforme o bicho que encarnava na hora, nem sempre combinava com o tamanho do alimento. Dos seus olhos, então, escorriam lágrimas que, pequenas nos olhos miúdos de um rato, ficavam enormes na face de um hipopótamo.

Ante a minha impotência em diminuir-lhe o sofrimento, abraçava-me a ele, chorando. O seu corpo, porém, crescia nos meus braços, atirando-me de encontro à parede.

Não mais falava: mugia, crocitava, zurrava, guinchava, bramia, triscava.

Por fim, já menos intranqüilo, limitava as suas transformações a pequenos animais, até que se fixou na forma de um carneirinho, a balir tristemente. Colhi-o nas mãos e senti que seu corpo ardia em febre, transpirava.

Na última noite, apenas estremecia de leve e, aos poucos, se aquietou. Cansado pela longa vigília, cerrei os olhos e adormeci. Ao acordar, percebi que uma coisa se transformara nos meus braços. No meu colo estava uma criança encardida, sem dentes. Morta.



****



No conto “Teleco, o Coelhinho”, a busca de humanidade esconde o desejo de superar a indiferença e o desprezo dos homens. A narrativa em primeira pessoa nos apresenta o ponto de vista do homem que recebe o coelhinho em sua casa. Encantado pela meiguice de Teleco, o narrador descobre que “a mania de transformar-se em outros bichos era nele simples desejo de agradar o próximo.” (RUBIÃO, 16ª ed., 1993:22).

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Uma História Idiota e Um Desenho Idiota Pra Refrescar o Seu Verão

Século XXXI.
Eis que o pau comeu entre as nações e tudo acabou-se em um quiproquó com bombas nucleares há alguns séculos atrás. Mas a humanidade mostrou-se uma praga tão difícil de matar tal qual as baratas, que agora são os seus animais de estimação favoritos.
Hoje, vive-se num patamar civilizacional parecido com o do início do século XXI, a  diferença é que não há mais comida e as pessoas vivem à base de Ki-Suco e de radiação.
FIM.


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