Mais uma produção Rouaneteira.
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Continuando a série de falar sobre produtos alimentícios, hoje vamos traçar a trajetória de um produto que adoçava as manhãs da garotada: o Nesquik. E houve uma época em que o coelho resolveu ousar.
Sim, ousar de verdade, não esse “nova fórmula levemente diferente” que dura 3 meses. E daí veio o Nesquik Caramelo, a verdadeira delícia gelada.
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| O cheiro disso era uma coisa fora de série! |
Ele existiu.
E não era delírio coletivo.
Um achocolatado que decidiu sair do chocolate/morango e foi direto pro caramelo, como se alguém tivesse deixado um pudim cair dentro do leite.
Simplesmente delicioso bem gelado.
Mas tudo que é bom dura pouco. Porque o brasileiro médio olha pra algo fora do padrão e manda:
“Cadê o chocolate disso aqui?”
Resultado: sumiu sem despedida. A Nestlé alegou às baixas vendas e foco no sabor morango, que é o seu carro chefe.
Provavelmente enterrado junto com várias outras ideias boas que não sobreviveram ao mercado.
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| O Trio Ternura dos anos 90/2000. |
Agora vamos ao sobrevivente… ou quase isso.
O Nesquik de morango ainda existe, tecnicamente.
Mas em algum ponto da linha do tempo ele deixou de ser “sabor morango” e virou:
açúcar cor-de-rosa com leves traços de nostalgia
Você coloca no leite e o gosto é tipo:
É como se o produto tivesse desistido de fingir que era fruta e abraçado o caos.
O que aconteceu aqui é simples:
Ou seja:
👉 o mercado não rejeita o produto, ele vai colocando downgrade até o momento que o povo percebe. Se não perceber, segura que vai ficar pior.
O Nesquik já tentou inovar.
Hoje ele só tenta não assustar ninguém.
E no fim das contas, a lição é clara:
Se o sabor for diferente, ele some.
Se for popular, ele é diluído até virar lembrança.